Mais de 100 lojas desapareceram quase de uma vez, marca de moda que já foi símbolo de luxo acessível perde espaço e entra em colapso
A rede entrou em administração em 2020 e 153 lojas foram encerradas no Reino Unido e na Irlanda, mas a marca conseguiu sobreviver em outro formato.
A Laura Ashley transformou estampas florais e decoração de inspiração britânica em uma rede conhecida por décadas. Em 2020, porém, a operação entrou em administração e 153 lojas no Reino Unido e na Irlanda foram fechadas em poucos meses, num colapso que marcou o varejo britânico.
Qual era a marca que entrou em colapso depois de décadas de presença no varejo?
Trata-se da Laura Ashley, marca fundada em 1953 por Laura e Bernard Ashley. O negócio cresceu a partir de tecidos e estampas até se tornar uma empresa internacional de moda, móveis, decoração, licenciamento e franquias.
Segundo a PwC, administradora do grupo no Reino Unido, a empresa mantinha 147 lojas britânicas quando entrou em administração. Também havia operações na Irlanda e na França, além de franquias e licenciados espalhados por cerca de 25 territórios.

Por que a Laura Ashley entrou em administração em 2020?
A empresa já enfrentava pressão sobre vendas e necessidade de financiamento quando a pandemia agravou a situação. A PwC informou que a queda do consumo, especialmente em produtos de maior valor como móveis, vinha afetando o negócio antes da paralisação provocada pela Covid-19.
Em março de 2020, a administração concluiu que não conseguiria obter recursos adicionais no prazo necessário para sustentar o capital de giro. As empresas britânicas do grupo entraram formalmente em administração em 23 de março daquele ano.
Quantas lojas fecharam depois da quebra da operação física?
A escala final foi maior do que cem unidades. A Gordon Brothers, que comprou a marca e administrou a liquidação do estoque, registra 153 fechamentos de lojas no Reino Unido e na Irlanda, concluídos até agosto de 2020.
O processo aconteceu em meio às restrições sanitárias e exigiu a venda do estoque, móveis, equipamentos e outros ativos das unidades. As lojas foram devolvidas vazias aos proprietários dos imóveis após a conclusão das liquidações.
Os números ajudam a dimensionar o colapso:
O que aconteceu com trabalhadores, lojas e estoque durante a administração?
A PwC informou que as empresas em administração empregavam 1.624 pessoas no varejo e outras 1.034 em sede, distribuição, logística, atendimento e fabricação.
A Gordon Brothers afirma que a liquidação envolveu cerca de £120 milhões em estoque de varejo, sem contar franquias. O encerramento das lojas físicas não significou, porém, o desaparecimento definitivo do nome Laura Ashley.
A transformação pode ser resumida em três etapas:
A marca Laura Ashley desapareceu depois que as lojas fecharam?
Não. Em abril de 2020, a Gordon Brothers comprou a marca global, os arquivos e a propriedade intelectual da Laura Ashley. A antiga estrutura integrada foi substituída por um modelo mais baseado em licenciamento, comércio eletrônico e parcerias com outros varejistas.
Em 2021, produtos voltaram a aparecer em lojas selecionadas da Next no Reino Unido e também online. Em 2025, a Gordon Brothers vendeu a marca para a Marquee Brands, mostrando que o colapso atingiu principalmente a antiga operação própria de varejo.
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Por que o fechamento de 153 lojas se tornou tão simbólico no varejo britânico?
A Laura Ashley combinava moda e decoração com uma identidade visual reconhecível, especialmente por suas estampas florais. O fechamento de tantas unidades em poucos meses eliminou uma presença física construída durante décadas e evidenciou como redes tradicionais podiam perder espaço rapidamente.
O registro da Gordon Brothers mostra que as 153 lojas foram encerradas até agosto de 2020. A marca sobreviveu em outro formato, mas a extensa rede própria que ocupava ruas e centros comerciais britânicos não voltou.
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