Genomas e fósseis apontaram para um começo inesperado dos morcegos: grupo pode ter surgido na Europa há cerca de 65 milhões de anos
Dados genômicos e registros de fósseis revelam novas perspectivas sobre a evolução inicial dos mamíferos voadores no globo.
A investigação minuciosa sobre a origem dos morcegos mobiliza pesquisadores na reconstrução da trajetória evolutiva desses mamíferos. A combinação entre dados genômicos e achados paleontológicos permite analisar como a capacidade de voo ativo se desenvolveu no planeta.
Como os cientistas investigam o surgimento dos mamíferos voadores?
A análise da evolução desses animais baseia-se no estudo de fósseis bem preservados e em análises moleculares de linhagens atuais. Paleontólogos utilizam o relógio molecular para estimar a época em que os ancestrais dos quirópteros se divergiram de outros grupos de mamíferos.
A busca por fósseis mais antigos tenta identificar características anatômicas intermediárias relativas ao voo e à ecolocalização. Dessa forma, descobertas em diferentes continentes ajudam a preencher as lacunas no registro geológico do início da Era Cenozoica.

O que os fósseis do período Eoceno revelam sobre os morcegos?
Os registros mais antigos confirmados pela ciência datam de aproximadamente 52 milhões de anos, durante a época do Eoceno. O espécime fóssil conhecido como Onychonycteris finneyi, descoberto nos Estados Unidos, preserva garras nas asas e proporções de membros que ajudam a entender a transição para a capacidade de voar.
Paralelamente, achados na Europa mostram que diversas famílias de mamíferos voadores já estavam bem estabelecidas nessa mesma época. Consequentemente, o estudo desses depósitos fossilíferos sugere uma rápida diversificação geográfica e adaptativa dos grupos primitivos.
A seguir, as principais características observadas nos fósseis basais:
- Presença de garras em todos os dígitos das asas
- Proporções dos membros anteriores adequadas para o voo
- Estruturas cocleares associadas ao desenvolvimento da ecolocalização
- Dentição adaptada para o consumo de insetos
Qual é o papel das instituições de pesquisa nessas descobertas?
Instituições científicas internacionais realizam análises filogenéticas para mapear as relações de parentesco entre as espécies extintas e modernas. Pesquisadores filiados ao American Museum of Natural History examinam minuciosamente a morfologia óssea e sequenciamentos genéticos para testar hipóteses evolutivas.

Esses estudos comparativos ajudam a determinar como a ordem Chiroptera se espalhou pelo mundo em períodos de mudanças climáticas. Portanto, o trabalho contínuo em museus e laboratórios refina as teorias sobre a dispersão inicial dos primeiros mamíferos voadores.
Na tabela abaixo, veja um resumo dos dados sobre as fases de estudo:
Por que a origem geográfica dos morcegos ainda gera debates?
A identificação do local exato de origem dos primeiros mamíferos voadores permanece um desafio devido à escassez de fósseis do Paleoceno. Como as ossadas desses pequenos animais são frágeis, a preservação em rochas sedimentares ocorre apenas em condições ambientais muito específicas.
Por esse motivo, novas expedições paleontológicas e o refinamento do sequenciamento genômico buscam constantemente ajustar a árvore evolutiva do grupo. O avanço das tecnologias de análise tridimensional promete trazer novos detalhes sobre como e onde esses animais surgiram na Terra.
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