Garrafa com bilhete de 1977 encontrada no Deserto Ocidental do Egito após 50 anos perdida mobiliza busca internacional e localiza família de autor esquecido
Uma garrafa de vidro encontrada em uma região remota no Deserto Ocidental do Egito guardava uma mensagem escrita em maio de 1977.
Uma garrafa de vidro encontrada em uma região remota no Deserto Ocidental do Egito guardava uma mensagem escrita em maio de 1977.
Quase cinco décadas depois, o pequeno papel não apenas sobreviveu ao tempo, como também permitiu identificar o homem que o escreveu e chegar até sua família em Malta.
Como a garrafa de vidro de 1977 foi encontrada no deserto?
A descoberta aconteceu na região de Wadi Jadid, durante uma expedição conduzida pelo guia beduíno Suleiman Zidan. Ao explorar uma área rochosa, ele percebeu objetos antigos entre caixas metálicas e decidiu investigar.
Entre os vestígios estava a garrafa, parcialmente coberta por areia. Dentro dela havia um papel manuscrito que permaneceu protegido por quase 50 anos.
O que estava escrito na mensagem encontrada?
O conteúdo era curto, mas continha informações suficientes para iniciar uma busca pelo passado. O bilhete apresentava o nome de Tom Moran, a data de maio de 1977, uma referência à Malta e um endereço.
As principais pistas deixadas no papel eram:
Mesmo sem indicar diretamente a cidade, as informações permitiram cruzar registros antigos e localizar uma pessoa com o sobrenome Moran em Marsaskala.
Como a mensagem levou até a família de Tom Moran?
A busca ganhou um novo rumo quando a mensagem foi divulgada entre moradores de Malta. Foi assim que os responsáveis pela descoberta chegaram a Carmen Rossiter, irmã de Tom Moran.
Ao receber uma imagem do bilhete, Carmen inicialmente pensou que fosse uma brincadeira. Mas reconheceu imediatamente a caligrafia do irmão, confirmando a ligação entre a mensagem encontrada no Egito e sua família.

Quem era o homem que deixou o bilhete em 1977?
Tom Moran trabalhou durante alguns anos no Egito como geofísico de uma empresa norte-americana de exploração de petróleo. Antes disso, havia deixado a escola aos 16 anos e ingressado no Exército britânico, experiência que o levou a diferentes partes do mundo.
Mais tarde, trabalhou na divisão de exploração de petróleo do governo de Malta. Moran morreu em 1998, aos 54 anos, sem chegar a descobrir que sua pequena mensagem permaneceria escondida no deserto por décadas.
Por que o bilhete conseguiu sobreviver por quase 50 anos?
A combinação entre o ambiente extremamente seco do deserto e a proteção oferecida pela garrafa ajudou a preservar o papel durante décadas. O objeto estava em uma área remota, sobre uma elevação rochosa, junto a outros vestígios antigos.
Suleiman e seu primo Ayman Zidan exploravam justamente antigas rotas de caravanas de camelos quando encontraram o local. O que parecia apenas mais um vestígio abandonado acabou revelando uma história pessoal que atravessou quase meio século.
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