Funcionário trabalha dois anos usando celular próprio para atender clientes e empresa se recusa a pagar qualquer valor quando aparelho quebra durante expediente

21.08.2026

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Funcionário trabalha dois anos usando celular próprio para atender clientes e empresa se recusa a pagar qualquer valor quando aparelho quebra durante expediente

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Redação O Antagonista
6 minutos de leitura 11.08.2026 13:23 comentários
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Funcionário trabalha dois anos usando celular próprio para atender clientes e empresa se recusa a pagar qualquer valor quando aparelho quebra durante expediente

Bruno usou o próprio celular por dois anos para trabalhar, mas a forma como o aparelho quebrou pode decidir quem arcará com os R$ 2.700.

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Funcionário trabalha dois anos usando celular próprio para atender clientes e empresa se recusa a pagar qualquer valor quando aparelho quebra durante expediente
Funcionário trabalha dois anos usando celular próprio para atender clientes e empresa se recusa a pagar qualquer valor quando aparelho quebra durante expediente

📱 Quem paga quando o celular pessoal vira ferramenta diária de trabalho?

Bruno usou o próprio aparelho por dois anos porque a empresa não forneceu celular corporativo. A queda aconteceu enquanto ele carregava materiais durante o expediente, e esse detalhe pode transformar um dano pessoal em custo ligado ao trabalho. ⬇️

O celular próprio no trabalho era usado diariamente por Bruno para atender clientes, enviar arquivos e participar de reuniões. Depois de dois anos sem aparelho corporativo, uma queda durante o expediente gerou um conserto de R$ 2.700 e uma disputa sobre quem assume o prejuízo.

A empresa pode dizer que o celular é problema exclusivo do funcionário?

O fato de o aparelho pertencer a Bruno não encerra a discussão. Se o celular era necessário às tarefas da empresa, parte do custo da atividade pode ter sido transferida ao empregado.

O artigo 2º da CLT atribui ao empregador os riscos da atividade econômica. Importa saber se o uso era exigido pela rotina ou apenas escolha pessoal.

Funcionário trabalha dois anos usando celular próprio para atender clientes e empresa se recusa a pagar qualquer valor quando aparelho quebra durante expediente
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Dois anos usando o aparelho para clientes fazem diferença?

Sim. O uso eventual difere de dois anos atendendo clientes, enviando arquivos e participando de reuniões pelo aparelho pessoal sem celular corporativo.

Mensagens, reuniões e orientações dos superiores podem provar que o telefone fazia parte da estrutura do serviço. A habitualidade fortalece a discussão sobre ressarcimento.

Quais provas podem mostrar que o celular era realmente ferramenta de trabalho?

Conversas com clientes, chamadas, arquivos e convites de reuniões podem provar o uso profissional. Mensagens de gestores também ajudam.

O orçamento precisa identificar tela, câmera e peças danificadas. Fotos e testemunhas podem relacionar os R$ 2.700 à queda no expediente.

A análise precisa ligar uso profissional, momento da queda e custo do reparo.

Registro O que demonstra Ponto decisivo
Mensagens com clientes
Uso profissional habitual
Frequência ao longo de dois anos
Ordens de gestores
Uso ligado às tarefas
Exigência ou necessidade prática
Orçamento técnico
Extensão do dano
Comprovação dos R$ 2.700

O simples uso do celular garante reembolso automático?

Não. O TST já afastou ressarcimento quando não ficou demonstrado gasto adicional com celular pessoal causado pelo trabalho. Cada prejuízo precisa ser comprovado.

Em 2023, porém, o tribunal reconheceu indenização por equipamento próprio usado em benefício da empresa, com base no risco do empreendimento. Bruno ainda relata dano físico específico.

Uso habitual e quebra do aparelho são pontos relacionados, mas juridicamente distintos.

Situação apurada Possível consequência
Uso apenas ocasional
Pedido de ressarcimento fica mais fraco
Uso diário exigido pela rotina
Transferência de custo ganha relevância
Queda ligada às tarefas
Nexo com o trabalho pode ser discutido

O que Bruno deve reunir para cobrar o conserto de R$ 2.700?

Bruno deve formalizar o pedido e explicar como a queda ocorreu enquanto transportava materiais da empresa. Testemunhas e registros do horário podem ser importantes.

O orçamento deve separar reparo e eventual troca. A empresa pode contestar danos anteriores ou componentes sem relação com a queda.

Os documentos mais importantes incluem:

  • Orçamento detalhado do conserto de R$ 2.700.
  • Fotos do aparelho logo depois do acidente.
  • Mensagens e arquivos profissionais enviados pelo celular.
  • Registros de reuniões realizadas pelo aparelho pessoal.
  • Testemunhas ou comunicações sobre a queda no expediente.

Leia também: Depois de fechar 343 das 587 lojas, desativar três centros de distribuição e acumular R$ 1,1 bilhão de passivo

Por que a forma como o celular caiu pode decidir a cobrança?

O ponto central não é só quem comprou o aparelho, mas se o dano ocorreu diretamente durante tarefa executada em benefício da empresa.

O artigo 2º da CLT atribui ao empregador os riscos da atividade, e o TST já reconheceu indenização por equipamento pessoal usado em prol da empresa. Se Bruno provar rotina e nexo da queda, a negativa automática pode ser questionada.

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