Ferrovia orbital subterrânea pode custar até R$ 124 bilhões e promete mudar a forma de cruzar uma metrópole
O projeto tenta criar uma alternativa para deslocamentos mais rápidos
O Suburban Rail Loop East, em Melbourne, está em construção para criar uma ligação orbital subterrânea entre Cheltenham e Box Hill. A primeira etapa terá 26 km de túneis gêmeos, 6 novas estações e custo esperado entre A$ 30 bilhões e A$ 34,5 bilhões, equivalente a até cerca de R$ 124 bilhões.
Por que essa ferrovia é chamada de orbital?
Em vez de apontar sempre para o centro, a linha liga áreas importantes ao redor da metrópole. Isso permite cruzar bairros, universidades e centros de emprego sem fazer o passageiro viajar até a região central para trocar de trem.
O panorama oficial do SRL East confirma que a construção está ativa e que os trens devem começar a circular em 2035.

O que será construído na primeira etapa?
A linha será quase toda subterrânea, com estações profundas conectadas às áreas urbanas acima. Os canteiros também incluem poços de lançamento das tuneladoras e instalações de apoio.
Como a construção está avançando em 2026?
Os trabalhos começaram antes da escavação principal. Canteiros foram abertos, estruturas de lançamento foram preparadas e as primeiras tuneladoras chegaram para iniciar a etapa subterrânea.
Em julho de 2026, grandes frentes já estavam ativas em locais como Burwood e Box Hill.
- Clarinda: Recebe uma das áreas de lançamento das tuneladoras.
- Burwood: Outra frente prepara a escavação rumo ao norte.
- Box Hill: Obras de preparação avançam para a futura estação.
- Cheltenham: Faz parte do extremo sul da primeira etapa.
Quem quer acompanhar as novidades e atualizações sobre grandes projetos de infraestrutura, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal On Tracks Aus, que conta com mais de 7,4 mil visualizações, onde a equipe mostra os bastidores da obra do Suburban Rail Loop em Melbourne:
Quando as tuneladoras entram na montanha de solo urbano?
O cronograma de 2026 marca o início da escavação mecanizada. A obra passa então de preparação de canteiros para a abertura contínua dos túneis que vão formar o eixo ferroviário.
As seis estações foram escolhidas para cruzar polos que já concentram viagens. Universidades, hospitais, centros comerciais e linhas ferroviárias existentes entram no desenho do corredor. Assim, a nova linha funciona como uma costura entre destinos que hoje exigem trajetos mais longos.
A construção subterrânea reduz a presença da ferrovia na superfície, mas concentra grandes canteiros nos pontos de estação e lançamento de tuneladoras. Nessas áreas, equipes removem redes, escavam poços profundos e preparam estruturas capazes de receber máquinas gigantes antes de a perfuração avançar por quilômetros.
Por que uma linha ao redor da cidade pode ser tão importante?
O balanço oficial das obras em julho de 2026 mostra o avanço das frentes subterrâneas. O contexto urbano de Melbourne ajuda a visualizar a escala da metrópole.
O Suburban Rail Loop muda a lógica do mapa: em vez de levar todo mundo para o centro, cria um atalho subterrâneo ao redor dele.
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