Este eletrodoméstico comum está consumindo energia como 65 geladeiras; aposentados podem pedir desconto extra
O segredo do consumo oculto na cozinha e o novo alívio financeiro para quem recebe aposentadoria.
Um vilão silencioso pode estar a sugar a sua conta de luz sem que você perceba. O forno elétrico, presente em milhões de cozinhas brasileiras, consome tanta energia quanto 65 geladeiras funcionando ao mesmo tempo. Enquanto isso, uma regra de 2026 permite que aposentados em situação de vulnerabilidade peçam um desconto extra na fatura de energia.
Por que o forno elétrico consome energia equivalente a 65 geladeiras?
O forno elétrico opera com uma potência que varia entre 2.000 e 5.000 watts por hora. Uma geladeira comum, por sua vez, trabalha na faixa de 300 a 800 watts. A diferença brutal está na resistência elétrica que o forno precisa aquecer para atingir altas temperaturas e mantê-las estáveis durante o preparo dos alimentos.
O impacto na fatura é concreto: quando usado com frequência, o forno pode gerar um gasto mensal de 40 a 90 kWh. Projetado ao longo de um ano, o consumo frequentemente ultrapassa os 200 kWh, rivalizando com o que dezenas de refrigeradores consomem no mesmo período, como demonstram os dados de eficiência energética.
Confira os detalhes:
| Aspecto | Detalhe |
|---|---|
| Potência do forno elétrico | 2.000 a 5.000 watts por hora |
| Potência de uma geladeira comum | 300 a 800 watts |
| Por que o forno consome tanto | Resistência elétrica para atingir e manter altas temperaturas |
| Gasto mensal com uso frequente | 40 a 90 kWh por mês |
| Consumo projetado em um ano | Frequentemente ultrapassa 200 kWh |
| Com o que rivaliza anualmente | O consumo de dezenas de refrigeradores |
| Onde o impacto aparece | Diretamente na fatura mensal de energia |
Como o consumo do forno elétrico foi comparado ao de 65 geladeiras?
A comparação não surgiu por acaso. Um estudo conduzido em 100 residências francesas revelou que o forno elétrico pode atingir 224 kWh anuais. Quando se multiplica o consumo médio de uma geladeira eficiente pelo mesmo período, a equivalência chega facilmente a dezenas de unidades, criando a imagem impactante que circula na imprensa.
O número exato de 65 geladeiras aparece em simulações que consideram o uso diário do forno por uma hora em potência máxima. Nessas condições, o aparelho pode consumir até 150 kWh mensais, valor que 65 refrigeradores de baixo consumo gastariam juntos no mesmo intervalo.
O que mudou em 2026 para aposentados que querem desconto na conta de luz?
A partir de janeiro de 2026, dois benefícios passaram a valer para aposentados de baixa renda. O primeiro é a gratuidade nos primeiros 80 kWh consumidos no mês, desde que a família esteja inscrita no Cadastro Único com renda per capita de até meio salário mínimo. A isenção cobre o consumo de energia, embora tributos como ICMS e iluminação pública ainda apareçam na fatura.
O segundo benefício, chamado Desconto Social de Energia Elétrica (programa Luz do Povo), concede uma redução média de 11,8% na tarifa para quem tem renda per capita entre meio e um salário mínimo e consome até 120 kWh mensais. Ambos os descontos são aplicados automaticamente, desde que os dados estejam atualizados no sistema da ANEEL.
Quem tem direito ao desconto extra sem precisar sair de casa?
O benefício não exige que o aposentado vá a um posto de atendimento. A Tarifa Social de Energia Elétrica identifica automaticamente as famílias elegíveis por meio do cruzamento de dados entre as distribuidoras e os cadastros oficiais do governo. No entanto, isso só funciona se as informações estiverem corretas e atualizadas.
Os grupos que podem ser contemplados hoje incluem diferentes perfis de vulnerabilidade social:
- Famílias no CadÚnico com renda de até meio salário mínimo por pessoa, independentemente de receberem ou não o Bolsa Família
- Idosos acima de 65 anos e pessoas com deficiência que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC)
- Famílias com renda per capita entre meio e um salário mínimo e consumo mensal de até 120 kWh
Como o aposentado garante que o desconto vai aparecer na fatura?
Se a conta continuar a chegar sem abatimento, o problema geralmente está no cadastro. A ANEEL exige que a titularidade da unidade consumidora esteja no nome de alguém da família beneficiada, e o endereço precisa bater exatamente com o registrado no CadÚnico ou no BPC.
A correção pode ser feita pelo site ou aplicativo da distribuidora, pelo WhatsApp oficial ou em lojas presenciais, com CPF, documento com foto e o código da unidade consumidora em mãos. Para quem não tem familiaridade digital, o CRAS mais próximo também orienta a regularização cadastral.

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Vale a pena trocar o forno elétrico para economizar mais?
Substituir o forno elétrico pode não ser financeiramente viável para muitos aposentados. Pequenas mudanças de uso, porém, produzem efeito imediato na conta: desligar o aparelho minutos antes de a receita estar pronta, jamais abrir a porta durante o cozimento e retirar o plugue da tomada após o uso, muitos modelos consomem em stand-by, reduzem o desperdício térmico.
O verdadeiro alívio financeiro, contudo, está na combinação do consumo consciente com a Tarifa Social que já está em vigor. Enquanto a geladeira trabalha em silêncio, o forno elétrico grita na fatura. Para o aposentado que ajusta os hábitos na cozinha e confere se os dados cadastrais estão corretos, a economia deixa de ser um mito e aparece, literalmente, na conta do mês seguinte.
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