TSE gastará R$ 1,3 milhão com Photoshop e afins
Gasto ocorre em plena campanha para melhorar a imagem da Justiça Eleitoral e das urnas eletrônicas
Em plena campanha para melhorar a imagem da Justiça Brasileira e ampliar a credibilidade da urna eletrônica, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai gastar aproximadamente R$ 1,3 milhão com a contratação e renovação de licenças de softwares voltados à produção audiovisual, design gráfico e projetos de engenharia e arquitetura, com vigência prevista de 36 meses.
De acordo com o termo de referência do pregão eletrônico nº 90021/2026, o tribunal pretende adquirir assinaturas de ferramentas da Adobe — como Creative Cloud, Acrobat Pro e Captivate — e da suíte Autodesk Architecture, Engineering and Construction Collection.
A Adobe é a proprietária de aplicativos como Photoshop, para tratamento e manipulação de imagens, e Premiere, para a edição de vídeo.
Ao todo, estão previstas 49 licenças do pacote Adobe Creative Cloud, três do Acrobat Pro, uma do Captivate e 14 da suíte Autodesk, todas com direito de uso por três anos.
Segundo o TSE, a contratação tem como objetivo garantir a continuidade das atividades institucionais ligadas à comunicação, produção de conteúdo e desenvolvimento de projetos técnicos, além de ampliar o acesso às ferramentas utilizadas por equipes internas.
O tribunal justifica a escolha das plataformas com base na padronização tecnológica e na necessidade de compatibilidade com o acervo digital já existente. A substituição por softwares de outros fabricantes, segundo o documento, poderia gerar riscos como perda de dados, quebra de arquivos e descontinuidade de serviços.
Neste ano, o TSE, intensificou sua campanha nas redes sociais em defesa da urna eletrônica e da Justiça Eleitoral. A Corte passou a publicar vídeos surfando na onda de memes e trends da internet com o intuito de atingir o eleitor mais jovem.
Nesta segunda-feira, a Corte lançou seu novo mascote, batizado de “Pilili”, em referência ao som característico emitido pela urna eletrônica
Em nota divulgada no site oficial, o tribunal descreve a personagem como “defensora da democracia” e afirma que ela não possui gênero definido.
“Defensora da democracia, acessível, fácil de lidar e muito sociável, a Pilili é o símbolo das Eleições 2026. Inspirada na urna eletrônica, a mascote será a porta-voz da Justiça Eleitoral. Imparcial e aguerrida, estará nas campanhas em defesa do voto e da escolha consciente. Para ela, agora é o grande momento: é a festa democrática. Sem gênero definido, pois nasceu da inspiração de uma máquina, a mascote representa a neutralidade, sem estereótipos. O nome Pilili é uma onomatopeia do som emitido pela urna eletrônica, conhecido ao longo das últimas eleições brasileiras. A concepção da Pilili começou em 2023, a partir de uma proposta da Coordenadoria de Mídias e Web (Coweb) da Secretaria de Comunicação e Multimídia do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”, diz a publicação oficial.
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