Em apenas 16 km, três viadutos, uma nova ponte e outra alargada estão formando um novo arco rodoviário ao redor de uma capital do Nordeste
Viadutos e pontes ajudam a reorganizar a circulação em trechos de maior movimento
Grandes vigas de concreto estão sendo instaladas sobre cruzamentos rodoviários de Alagoas, enquanto máquinas preparam novas pistas perto da capital. O Arco Metropolitano de Maceió reúne a duplicação de 16,2 km da BR-424, três viadutos, uma ponte nova e o alargamento de outra. Com investimento atualizado de R$ 266,7 milhões, a obra pretende transformar a circulação de veículos entre áreas industriais, municípios vizinhos e acessos ao litoral sul.
Onde fica o Arco Metropolitano de Maceió?
O Arco Metropolitano de Maceió está sendo implantado na BR-424, entre os quilômetros 92 e 108,2, na Região Metropolitana da capital alagoana. O trecho passa por uma área estratégica para o deslocamento entre Marechal Deodoro, Pilar, Satuba e Santa Luzia do Norte.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que o corredor recebe serviços de duplicação, restauração da pista existente e implantação de vias marginais. A estrada também atravessa a região do Polo Industrial de Marechal Deodoro, por onde circulam caminhões ligados às atividades produtivas do estado.
A posição da rodovia permite conectar diferentes acessos sem concentrar todos os deslocamentos nas vias urbanas de Maceió. O projeto foi planejado para ampliar essa função e melhorar a ligação entre os municípios próximos.

Como os três viadutos vão reorganizar os cruzamentos da rodovia?
Os três viadutos permitirão que veículos atravessem entroncamentos em níveis diferentes, reduzindo os cruzamentos diretos entre fluxos de trânsito. Essa solução ajuda a manter os veículos em movimento e diminui a necessidade de parar em determinados acessos.
As estruturas foram distribuídas em pontos importantes da BR-424, onde a rodovia recebe veículos de outras estradas e das áreas industriais. Cada viaduto terá uma função dentro da nova organização do corredor.
Os locais escolhidos para essas construções são:
Com essas passagens, o Arco Metropolitano poderá distribuir melhor o movimento entre as pistas principais e as rodovias de acesso. O resultado esperado é uma circulação mais organizada, especialmente nos horários de maior tráfego.
Por que o projeto terá uma ponte nova e outra alargada sobre o Rio Remédio?
O projeto prevê duas intervenções sobre o Rio Remédio para adaptar a travessia à duplicação da BR-424. Uma ponte será construída, enquanto a estrutura existente receberá obras de restauração e alargamento.
O aumento da capacidade da estrada exige mais espaço para acomodar os veículos. Manter a travessia antiga sem alterações criaria um ponto mais estreito entre as pistas duplicadas, prejudicando a continuidade do novo corredor.
As obras precisam garantir que as estruturas suportem o peso dos veículos e mantenham a passagem da água sob as pistas. Para isso, são executados serviços de fundação, instalação de apoios e construção das partes que receberão o pavimento.
A ampliação das pontes também permitirá integrar as novas faixas ao restante da estrada. Assim, os motoristas poderão atravessar o rio sem precisar voltar a um trecho estreito logo depois da duplicação.
Como os engenheiros instalam as enormes vigas dos viadutos?
As vigas são posicionadas com guindastes sobre apoios de concreto preparados para sustentar a futura pista. Essas peças formam parte da estrutura superior do viaduto e distribuem o peso dos veículos até os pilares.
Em 28 de junho de 2026, o DNIT iniciou a instalação das vigas do viaduto da BR-349, nas proximidades do antigo posto do Batalhão Rodoviário. A estrutura possui 60 metros de comprimento, 24 metros de largura e 6,40 metros de altura.
A operação foi planejada com duas equipes de montagem e a instalação de 18 vigas, distribuídas entre os sentidos de circulação. Os trabalhos utilizaram dois guindastes para movimentar as peças até suas posições.
Durante a instalação, o trânsito precisou ser reorganizado:
- Sentido Maceió–Francês: os veículos utilizaram um desvio pela rotatória próxima ao antigo posto rodoviário durante a primeira etapa.
- Sentido Francês–Maceió: o fluxo permaneceu na pista habitual durante a montagem inicial.
- Segunda etapa: o tráfego foi direcionado temporariamente para uma pista simples organizada no canteiro central.
Os desvios foram planejados para a movimentação das peças de concreto. Depois da montagem, os serviços de construção continuaram com as demais partes da estrutura.

Como a duplicação vai melhorar o trânsito e o transporte de cargas?
A duplicação deverá ampliar a capacidade de uma rodovia utilizada diariamente por mais de 13 mil veículos, conforme os dados divulgados pelo DNIT. A melhoria atende motoristas que circulam entre municípios vizinhos, trabalhadores e transportadores que utilizam os acessos industriais.
Além das novas pistas, o projeto inclui vias marginais, que permitem separar parte do trânsito local dos veículos que percorrem distâncias maiores. Essa estrutura facilita entradas e saídas de estabelecimentos e localidades situadas ao lado da rodovia.
O investimento também contempla serviços que tornam a ligação mais completa:
- Restauração do asfalto: recuperação de partes da pista existente para melhorar as condições de circulação.
- Terraplenagem: preparação do terreno para receber as novas pistas e estruturas de apoio.
- Vias marginais: organização dos acessos locais sem concentrar todos os movimentos na pista principal.
- Novas conexões: adequação dos pontos de entrada e saída das rodovias que encontram a BR-424.
O transporte de produtos agrícolas, industriais e comerciais está entre os principais beneficiados. A ligação também poderá facilitar viagens de moradores e turistas que seguem em direção ao litoral sul de Alagoas.

Em que fase estão as obras do Arco Metropolitano de Maceió?
O Arco Metropolitano de Maceió segue em implantação, com frentes de trabalho dedicadas à pavimentação, à construção dos viadutos e às intervenções nas travessias. O orçamento atualizado pelo DNIT em junho de 2026 chegou a aproximadamente R$ 266,7 milhões, com recursos do Governo Federal pelo Novo PAC.
A execução ocorre por etapas para permitir o avanço das estruturas enquanto parte da rodovia continua recebendo veículos. O planejamento também precisa considerar a movimentação de máquinas e os ajustes temporários de tráfego nas áreas de construção.
Com os serviços concluídos, a BR-424 deverá oferecer uma ligação duplicada e mais organizada no entorno de Maceió. A nova configuração permitirá conectar os viadutos, as pontes sobre o Rio Remédio e os acessos industriais em um corredor rodoviário contínuo.
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