Em 2016, um engenheiro refugiado encheu milhares de garrafas plásticas com areia para construir uma casa mais segura no deserto para sua avó; O experimento expandiu-se para 25 casas

30.08.2026

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Em 2016, um engenheiro refugiado encheu milhares de garrafas plásticas com areia para construir uma casa mais segura no deserto para sua avó; O experimento expandiu-se para 25 casas

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5 minutos de leitura 29.08.2026 17:43 comentários
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Em 2016, um engenheiro refugiado encheu milhares de garrafas plásticas com areia para construir uma casa mais segura no deserto para sua avó; O experimento expandiu-se para 25 casas

Uma tentativa de construir uma casa com garrafas plásticas mais segura para a avó de acabou se transformando em um projeto de habitação.

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Em 2016, um engenheiro refugiado encheu milhares de garrafas plásticas com areia para construir uma casa mais segura no deserto para sua avó; O experimento expandiu-se para 25 casas
Em 2016, um engenheiro refugiado encheu milhares de garrafas descartadas com areia para construir uma casa mais segura no deserto para sua avó; O experimento expandiu-se para 25 casas (Imagem Ilustrativa)

O que começou em 2016 como uma tentativa de construir uma casa mais segura para a avó de um engenheiro refugiado acabou se transformando em um projeto de habitação que chamou a atenção internacional. Tateh Lehbib Breica decidiu trocar os materiais convencionais por garrafas plásticas descartadas preenchidas com areia, criando casas circulares adaptadas ao calor extremo, às tempestades de areia e às fortes chuvas dos campos de refugiados saarauís.

Por que ele decidiu construir uma casa com garrafas plásticas?

Breica cresceu no campo de refugiados de Awserd, perto de Tindouf, em condições marcadas por calor intenso, tempestades de areia e chuvas capazes de danificar construções de adobe.

Depois de estudar eficiência energética, voltou para sua comunidade determinado a encontrar uma alternativa mais resistente.

A ideia ganhou força após enchentes destruírem muitas moradias. Com milhares de garrafas descartadas disponíveis, ele decidiu preenchê-las com areia e utilizá-las como parte da estrutura da casa de sua avó.

Leia Também: Poço canadense: é dessa forma que funciona o sistema que climatiza uma casa com a temperatura do solo

Como as garrafas plásticas conseguem formar uma casa resistente?

As garrafas são preenchidas com areia e posicionadas horizontalmente, formando paredes que depois recebem terra, palha e cimento.

O formato circular não é apenas visual: ele ajuda a reduzir os efeitos dos ventos fortes e dificulta o acúmulo de areia nas paredes.

O projeto também incorporou elementos para melhorar o conforto térmico, como teto duplo e janelas posicionadas para favorecer a circulação de ar.

Conheça o projeto de habitação com garrafas plásticas no vídeo abaixo do canal “LassanaLokaya“.

O que torna essas casa feita com garrafas plásticas tão diferentes das construções tradicionais?

O método aproveita materiais abundantes no próprio ambiente e procura responder diretamente aos principais problemas enfrentados pelos moradores.

Entre os diferenciais estão:

Arquitetura sustentável

O que torna essas casas tão diferentes das construções tradicionais?

Uma solução incomum transforma materiais descartados e recursos disponíveis no ambiente em parte de uma estrutura adaptada às condições extremas do deserto.

01
Garrafas descartadas
Deixam de ser apenas resíduos e passam a integrar a estrutura das moradias.
02
Areia como preenchimento
A areia disponível no próprio ambiente é utilizada para preencher as garrafas e dar mais estabilidade às paredes.
03
Formato circular
O desenho arredondado foi pensado para lidar melhor com os efeitos do vento e do deslocamento de areia.
04
Teto duplo
A solução ajuda a reduzir a entrada de calor e contribui para tornar o interior mais confortável.
05
Construção comunitária
Os próprios moradores dos campos participam do processo, reforçando o caráter social e colaborativo da iniciativa.
Uma combinação de reaproveitamento, engenharia e adaptação ao clima local.

A proposta chamou atenção justamente porque transforma dois elementos aparentemente sem valor — garrafas usadas e areia — em componentes de uma solução habitacional.

Como uma única casa virou um projeto com dezenas de moradias?

A primeira construção inicialmente despertou desconfiança, mas o resultado fez o projeto ganhar visibilidade. A Agência da ONU para Refugiados, a UNHCR, apoiou a experiência por meio de seu fundo de inovação e anunciou a construção de outras 25 casas.

Segundo uma avaliação posterior da World Habitat, 27 construções foram concluídas entre novembro de 2016 e abril de 2017, atendendo cerca de 50 refugiados em situação vulnerável. Cada residência exigia milhares de garrafas e podia ser construída em aproximadamente uma semana.

Em 2016, um engenheiro refugiado encheu milhares de garrafas descartadas com areia para construir uma casa mais segura no deserto para sua avó; O experimento expandiu-se para 25 casas
Em 2016, um engenheiro refugiado encheu milhares de garrafas descartadas com areia para construir uma casa mais segura no deserto para sua avó; O experimento expandiu-se para 25 casas (Imagem Ilustrativa)

O que aconteceu com a ideia depois do projeto inicial?

A experiência deixou de ser apenas uma solução para uma família e passou a ser vista como uma possibilidade de arquitetura sustentável adaptada ao deserto.

Breica posteriormente apresentou planos para o projeto Sand Ship, voltado à pesquisa e ao ensino de técnicas construtivas adequadas às condições climáticas locais.

O caso mostra como uma necessidade urgente pode produzir uma solução inesperada.

No lugar de simplesmente descartar milhares de garrafas, o projeto encontrou uma maneira de transformá-las em parte de casas destinadas a pessoas que precisavam de mais segurança e conforto.

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