Ele tem 83 anos e vive isolado na selva, sem energia, com seus animais, plantando sua própria comida
Casal cultiva alimentos, pesca no rio e vive sem energia elétrica há décadas
Um senhor de 83 anos vive isolado na selva amazônica, em Presidente Figueiredo, no Amazonas, plantando, pescando e criando animais sem energia elétrica. Ao lado da esposa, com quem é casado há mais de seis décadas, ele mantém uma rotina simples, cercada de mata, rio e silêncio, que contrasta com o ritmo acelerado das grandes cidades e desperta curiosidade sobre como é, na prática, viver assim em 2025.
Como é viver 83 anos isolado na selva amazônica?
O protagonista dessa história é um ribeirinho de 83 anos que fincou raízes às margens de um rio amazônico, longe de ruas asfaltadas, lojas e internet. Ele e a esposa, de 78 anos, moram em uma casa simples, feita com recursos da própria floresta, cercada de árvores, sons de pássaros e água corrente. O “quintal” do casal é a mata, que oferece peixe, madeira, frutos e sombra para enfrentar o calor.
Casados há cerca de 62 anos, eles seguem o ritmo do sol e da chuva em vez do relógio. Quase tudo o que consomem vem da própria terra ou do rio, mostrando que ainda existem pessoas vivendo de forma quase autossuficiente em plena era digital. A distância da cidade torna cada visita de familiares ou vizinhos um acontecimento raro e muito valorizado.
Como funciona a vida autossuficiente na Amazônia profunda?
A base da sobrevivência do casal é a agricultura de subsistência. Eles mantêm uma roça onde plantam arroz, mandioca, milho e feijão, tudo feito manualmente, com enxada e foice, sem maquinário ou adubos químicos. A mandioca vira farinha, o milho alimenta as aves e o feijão é presença certa nas refeições, sempre preparado em fogão a lenha.
Além da lavoura, criam galinhas para ovos e carne e pescam no rio espécies como tucunaré, tambaqui e traíra. A água potável vem de um poço cavado à mão, já que o lago próximo é evitado por conta de impurezas. Frutas, ervas e temperos, como a vinagreira usada no feijão, completam um cardápio simples, porém suficiente para sustentar o trabalho pesado do dia a dia.
Abaixo, veja o vídeo que mostra a vida do homem que se isolou de tudo e todos:
Quais desafios e curiosidades marcam a rotina do casal?
A saúde considerada “de ferro” é mantida sem acesso fácil a hospitais, exames ou remédios. O trabalho braçal, a alimentação natural e o contato diário com a floresta parecem sustentar sua vitalidade. A fé também é central, ajudando o casal a lidar com perdas familiares e com a solidão da vida isolada.
O cotidiano é marcado por desafios típicos da selva: passarinhos atacam a plantação; animais como onças, jacarés e grandes serpentes exigem atenção; o transporte até o sítio é quase sempre por rio, em pequenas embarcações sujeitas a cheias e vazantes. Mesmo idosos, os dois dividem tarefas da roça, da casa e dos animais, começando o dia antes do amanhecer e encerrando as atividades ao escurecer, guiados pela experiência acumulada sobre plantas, peixes e ciclos da natureza.

Como a energia solar entrou na vida de quem sempre viveu sem eletricidade?
Depois de décadas sem qualquer tipo de energia elétrica, a rotina do casal mudou quando visitantes levaram uma estação de energia portátil com painel solar, a EcoFlow Delta 2. Pela primeira vez, eles passaram a ter tomadas para ligar ferramentas e lâmpadas, substituindo lamparinas e melhorando a iluminação noturna dentro de casa.
A estação capta a luz do sol durante o dia e armazena energia para uso à noite, permitindo, por exemplo, acionar uma serra elétrica para fazer a tampa do poço, tarefa que antes seria muito mais demorada. Junto com o equipamento, receberam também uma cesta básica, reforçando o estoque de alimentos. Em uma região em que a rede elétrica convencional ainda é distante, a ideia de depender apenas do sol soa como “energia infinita” para um cotidiano tão simples.
Quais lições essa história traz sobre simplicidade e resiliência?
A trajetória desse homem, vindo do Maranhão, e da esposa, de Goiás, mostra um casal que construiu uma vida inteira apoiada em trabalho físico, união e adaptação ao ambiente amazônico. Eles tiveram oito filhos, dos quais três já faleceram, e mesmo assim permanecem firmes no pequeno sítio, focados em produzir o próprio alimento e manter a terra que escolheram décadas atrás.
A história viralizou na internet como exemplo de vida simples, pescaria raiz e conexão com a floresta. Em pleno 2025, o contraste entre isolamento, idade avançada, quase nenhuma tecnologia e a chegada repentina da energia solar revela uma Amazônia real, vivida por ribeirinhos que ainda enfrentam bichos, cheias, secas e longas distâncias diariamente. Esse tipo de relato lembra que a floresta não é só paisagem: é também casa, trabalho e mundo de pessoas que seguem vivendo de maneira que parece de outro tempo, mas acontece agora.
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