Duplicação de uma importante estrada vai construir seis viadutos, uma nova ponte e 27,5 km de pistas adicionais para melhorar o transporte entre o interior e o litoral do Sul
Duas frentes de obras combinam novas pistas, retornos em desnível e uma travessia sobre rio para reorganizar um corredor de cargas.
Uma rodovia usada para ligar áreas produtoras ao litoral está ganhando novas pistas em dois trechos separados. A duplicação da BR-277, entre Palmeira e Irati, no Paraná, prevê 27,5 quilômetros de ampliação, seis viadutos e uma ponte. As obras começaram em dezembro de 2025, sob responsabilidade da Via Araucária.
Como serão divididos os 27,5 quilômetros de duplicação?
A primeira frente fica na região de Palmeira, com um pequeno segmento em Porto Amazonas, e contempla 10,4 quilômetros de novas pistas. A segunda ocorre em Irati, onde estão previstos outros 17,1 quilômetros.
A divisão permite mobilizar equipes em segmentos distintos da BR-277. Cada trecho inclui ajustes próprios de acessos, drenagem e estrutura viária, porque os pontos de entrada e retorno não são iguais em toda a rodovia.

Onde ficarão os seis viadutos e a nova ponte?
Em Palmeira, o planejamento prevê dois viadutos nas proximidades dos quilômetros 164 e 172, além de uma nova ponte sobre o Rio dos Córregos. O primeiro segmento também terá faixa adicional próxima à praça de pedágio.
Já em Irati, serão quatro viadutos, nos quilômetros 249, 255, 257 e 261. Um deles permitirá acesso e retorno em desnível; os demais integram a reorganização das conexões entre pista principal e vias locais.
Os principais elementos desse conjunto são:
Quanto está sendo investido na ampliação?
O projeto foi lançado em dezembro de 2025 com investimento de aproximadamente R$ 230 milhões da concessionária Via Araucária, responsável pelo Lote 1 das rodovias concedidas no Paraná. O valor se refere a essa etapa de 27,5 quilômetros.
O projeto divulgado pelo governo estadual previa a conclusão dos dois segmentos em fevereiro de 2027. Trata-se de cronograma anunciado, sujeito ao andamento das frentes de trabalho.
Quais serviços precisam ocorrer antes da pavimentação?
A duplicação exige preparar o terreno para receber as pistas, implantar drenagem e executar fundações de pontes e viadutos. Essas etapas antecedem parte dos serviços de revestimento e ajudam a definir a estabilidade das estruturas.
Em maio de 2026, a concessionária trabalhava simultaneamente nas duas frentes, com terraplenagem, drenagem e fundações. A ampliação não se resume a colocar asfalto: também é necessário conectar os novos acessos à circulação já existente.
As diferentes estruturas têm funções específicas:
O que muda para os caminhões e motoristas?
A BR-277 forma uma ligação rodoviária de leste a oeste no Paraná e conecta regiões produtoras ao Porto de Paranaguá. Os novos trechos de pista dupla podem reduzir encontros entre fluxos opostos, especialmente em segmentos de maior movimento.
Os viadutos também permitem realizar parte dos cruzamentos e retornos sem atravessar diretamente a corrente de veículos da pista principal. O ganho real dependerá da entrega das obras e da adaptação da operação do corredor.
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Quando a rodovia terá todas as pistas liberadas?
O prazo anunciado para essa etapa foi fevereiro de 2027, mas a execução depende de terraplenagem, conclusão das estruturas e pavimentação. É necessário distinguir o começo dos serviços da abertura integral dos novos quilômetros ao tráfego.
Os 27,5 quilômetros representam somente os dois segmentos entre Palmeira e Irati. Outras duplicações da BR-277 pertencem a frentes diferentes e não devem ser incluídas na contagem desta obra.
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