Duas galáxias espirais a 200 milhões de anos-luz aparecem presas num abraço gravitacional e a colisão já distorce os dois discos
A imagem mostra como as galáxias estavam há 200 milhões de anos, não necessariamente como estão hoje

O que você vai ver
- Como o telescópio Gemini North registrou o par de galáxias.
- Por que essas galáxias estão na direção da constelação de Pégaso.
- Como a interação gravitacional já distorce os discos espirais.
- O que significa dizer que estão a 200 milhões de anos-luz.
- Por que fusões galácticas interessam tanto os astrônomos.
Duas galáxias espirais localizadas a 200 milhões de anos-luz da Terra aparecem presas num abraço gravitacional, processo de fusão em que a interação entre os dois discos já distorce visivelmente sua forma original.
Como o telescópio Gemini North registrou o par de galáxias?
Uma imagem obtida pelo telescópio Gemini North mostra o par de galáxias espirais em processo de fusão, registro que capturou com detalhe suficiente a interação gravitacional entre os dois objetos na direção da constelação de Pégaso.
Esse tipo de imagem detalhada, produzida por telescópios de grande porte como o Gemini North, permite aos astrônomos observar diretamente estágios específicos de fusões galácticas, processo que costuma se estender por períodos de tempo muito mais longos do que qualquer observação humana individual poderia acompanhar sozinha.
NGC 7253A et NGC 7253B
— Poteux (@vincentmorisse9) September 10, 2026
🔭 Gemini North (Maunakea) / NSF NOIRLab
Nom hawaïen : Nā ʻUhane Māhoe Huki Pū i ke Ola — « Les esprits jumeaux qui tirent ensemble en créant la vie »
Situées à environ 200 millions d’années-lumière, dans la constellation de Pégase, NGC 7253A et NGC… pic.twitter.com/AmmwS8lWi2
Por que essas galáxias estão na direção da constelação de Pégaso?
O par de galáxias espirais em fusão aparece na direção da constelação de Pégaso, referência de localização no céu que ajuda astrônomos e observadores a situar o objeto dentro do mapa estelar mais amplo, mesmo que a distância real entre a constelação e as galáxias seja consideravelmente maior.
Essa referência direcional é uma convenção comum na astronomia, já que constelações servem como pontos de referência no céu observado da Terra, sem necessariamente indicar proximidade física real entre os objetos localizados numa mesma direção aparente no espaço.
Como a interação gravitacional já distorce os discos espirais?
A interação gravitacional entre as duas galáxias espirais já altera suas formas em escala galáctica, processo em que a atração mútua entre os dois objetos deforma progressivamente a estrutura original dos discos, antes de eventualmente resultar numa fusão mais completa entre as duas galáxias.
Esse tipo de distorção visível é uma das evidências mais diretas de que duas galáxias estão em processo ativo de interação gravitacional, já que a alteração da forma espiral característica indica que forças externas, no caso a atração gravitacional entre os dois objetos, estão superando a estabilidade estrutural original de cada disco individual.
O que significa dizer que estão a 200 milhões de anos-luz?
A distância de 200 milhões de anos-luz entre a Terra e o par de galáxias significa que a luz capturada na imagem partiu desses objetos há 200 milhões de anos, o que faz da observação atual um registro de como as galáxias estavam nesse momento passado, não necessariamente como estão agora.
Essa característica é comum a qualquer observação astronômica de objetos distantes, já que a velocidade finita da luz implica que quanto mais distante o objeto observado, mais antigo é o momento específico capturado na imagem, diferença temporal que se torna cada vez mais significativa em escalas de centenas de milhões de anos-luz.
Here is a stunning photo taken by the Gemini North telescope. It captures the NGC 1514 nebula, also known as the Crystal Ball Nebula ✨
— Black Hole (@konstructivizm) September 12, 2026
This nebula is located 1,500 light-years from Earth. This means we see it as it appeared during the reign of Justinian I. NGC 1514 is a… pic.twitter.com/hyI11LXlWG
Por que fusões galácticas interessam tanto os astrônomos?
Fusões galácticas como a registrada pelo Gemini North interessam astrônomos porque oferecem uma oportunidade direta de observar como a interação gravitacional entre galáxias inteiras molda estruturas em grande escala, processo relevante para entender a evolução de galáxias ao longo da história do universo.
Esse tipo de registro visual de uma fusão em andamento, com discos já visivelmente distorcidos, fornece dados observacionais concretos que complementam modelos teóricos sobre como galáxias interagem e eventualmente se combinam, contribuindo para o entendimento mais amplo sobre a formação e transformação de estruturas galácticas ao longo do tempo cósmico.
- Duas galáxias espirais a 200 milhões de anos-luz aparecem em processo de fusão gravitacional.
- O telescópio Gemini North registrou o par na direção da constelação de Pégaso.
- A interação gravitacional já distorce visivelmente a forma dos dois discos espirais.
- A imagem mostra como as galáxias estavam há 200 milhões de anos, não necessariamente como estão hoje.
Fenômenos astronômicos observados através de referências direcionais no céu também aparecem em outros relatos, como o caso do guia de observação de setembro, que usa a Lua como referência para localizar Antares e outros objetos.
Mais detalhes sobre a fusão de galáxias estão disponíveis no site oficial da NASA.
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