Dona de duas gigantes das vendas pela televisão corta dívida de US$ 6,6 bilhões para US$ 1,3 bilhão e prepara uma virada para sobreviver na internet
Plano aprovado busca aliviar o caixa sem desligar canais, sites e entregas
A televisão criou um império de compras ao vivo, mas o público migrou para celulares e redes sociais. A QVC Group, dona de QVC e HSN, teve aprovado um plano para reduzir sua dívida de US$ 6,6 bilhões e acelerar a virada digital.
Qual empresa controla as duas gigantes das televendas?
A dona das redes é a QVC Group, empresa dos Estados Unidos que reúne QVC, HSN e outras marcas de varejo. QVC e HSN ficaram conhecidas por apresentar produtos ao vivo, receber pedidos durante a programação e entregar as compras na casa do cliente.
A história da Home Shopping Network mostra como esse formato ganhou espaço na TV norte-americana. Agora, o mesmo modelo precisa disputar atenção com vídeos curtos, transmissões nas redes e lojas dentro de aplicativos.

Por que a QVC Group entrou em recuperação nos Estados Unidos?
A empresa entrou no Chapter 11 em 16 de abril de 2026. Esse processo da lei norte-americana permite reorganizar dívidas sob supervisão judicial enquanto a companhia tenta manter a operação.
Três pressões ajudam a explicar a decisão:
Como a dívida cairá de US$ 6,6 bilhões para US$ 1,3 bilhão?
O plano troca e cancela parte das obrigações atuais, deixando a companhia reorganizada com cerca de US$ 1,325 bilhão em dívida. A redução supera US$ 5 bilhões, mas só se torna efetiva quando as condições finais forem cumpridas e a empresa sair do processo.
O tribunal confirmou o plano em 20 de julho de 2026, conforme o documento oficial sobre a confirmação judicial. A reorganização também prevê uma nova linha de crédito de até US$ 600 milhões após a saída.
Os pontos principais são:
- Dívida anterior: cerca de US$ 6,6 bilhões.
- Dívida prevista: cerca de US$ 1,325 bilhão.
- Fornecedores: créditos serão pagos integralmente ou mantidos.
- Ações antigas: serão canceladas sem pagamento aos atuais acionistas.
- Novas ações: a empresa pretende voltar a uma bolsa nacional, se tiver aprovação.
As lojas e os canais vão parar durante a recuperação?
As operações continuam durante o processo. A companhia informou que pretende manter pagamentos de funcionários, fornecedores e outros credores comuns, enquanto as unidades internacionais ficaram fora do caso norte-americano, com uma exceção sem operação em Luxemburgo.
O comunicado sobre o plano aprovado separa o que continua do que será alterado:
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Qual é a aposta da empresa para sobreviver na internet?
A estratégia leva a venda ao vivo para redes sociais, streaming, sites e aplicativos. Em 2025, a empresa afirmou ter conquistado quase 1 milhão de novos clientes nos Estados Unidos por uma loja social, enquanto QVC+ e HSN+ chegaram a 1,5 milhão de usuários ativos por mês.
As vendas ligadas ao streaming cresceram 19% em 2025. Além disso, 47% dos pedidos da operação QVC e HSN nos Estados Unidos já foram feitos diretamente por aparelhos móveis, segundo o relatório anual com os dados de pedidos digitais. A TV criou essas gigantes, mas a próxima vitrine cabe na palma da mão.
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