Depois de 243 anos, rede histórica fecha 124 lojas e deixa até 12 mil trabalhadores diante da despedida final
A liquidação encerrou uma presença centenária nas ruas, mas o nome encontrou outro caminho longe das antigas vitrines.
O fechamento da Debenhams encerrou uma presença centenária nas principais ruas comerciais britânicas. Sem um comprador disposto a manter a operação física, a rede liquidou as lojas, enquanto o nome e o comércio eletrônico seguiram sob novo controle.
Qual rede encerrou as atividades depois de 243 anos?
A empresa era a Debenhams, rede britânica de lojas de departamentos cuja origem remontava a 1778. Ela começou como um comércio de tecidos em Londres e cresceu até se tornar uma marca conhecida por roupas, cosméticos, móveis e artigos para casa.
Quando a liquidação foi anunciada, em dezembro de 2020, a operação reunia 124 lojas no Reino Unido e colocava até 12 mil empregos em risco. O encerramento ocorreu por etapas, e as últimas unidades baixaram as portas definitivamente em 15 de maio de 2021.

Por que nenhum comprador preservou as lojas físicas?
A rede já enfrentava queda de vendas, custos elevados e havia entrado em administração em 2019 e novamente em 2020. As restrições da pandemia agravaram a situação, reduziram o movimento e interromperam uma tentativa de venda que poderia manter parte da estrutura funcionando.
A Boohoo aceitou pagar 55 milhões de libras pela marca, pelo site e por outros direitos digitais. O acordo, porém, excluiu lojas, estoques, serviços financeiros e funcionários, deixando os administradores sem uma proposta que mantivesse os tradicionais departamentos nas ruas.
Os principais marcos da despedida foram:
O que aconteceu com os 12 mil trabalhadores?
O número divulgado representava o total de postos ameaçados no início da liquidação, e não uma demissão coletiva ocorrida no mesmo dia. Os desligamentos avançaram conforme unidades encerravam atividades, estoques eram vendidos e funções administrativas deixavam de existir.
Como a compra digital não incluiu a força de trabalho das lojas, a maior parte dos empregos físicos não acompanhou a marca. Algumas equipes permaneceram temporariamente para as vendas finais, mas a operação tradicional perdeu sua estrutura quando os últimos departamentos fecharam.
Como foi a despedida das lojas nas ruas britânicas?
As unidades reabriram após o relaxamento de restrições sanitárias apenas para concluir grandes liquidações. Vitrines receberam avisos de fechamento, produtos tiveram descontos progressivos e consumidores formaram filas para uma última visita a espaços presentes havia décadas em várias cidades.
Parte das 124 unidades saiu do mapa antes do último fim de semana, por isso o número não corresponde às lojas abertas em 15 de maio. A data marcou o encerramento das últimas operações físicas que ainda permaneciam em atividade.
A despedida também exige cuidado com os números:
Leia também: O que diz a lei para quem circula apenas com a CNH Digital?
A Debenhams desapareceu completamente depois do fechamento?
Não. O comunicado da aquisição deixou claro que a compradora assumiria as marcas e a propriedade intelectual, sem incorporar a operação varejista. O site foi relançado e continuou vendendo moda, beleza e produtos para casa.
Assim, desapareceu a antiga rede de lojas de departamentos, mas não o nome Debenhams. A despedida final ocorreu nas ruas britânicas: vitrines, balcões e equipes deixaram de existir, enquanto a identidade comercial ganhou uma segunda vida exclusivamente digital.
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