Creatina deixou de ser só suplemento de academia e a ciência explica o motivo
Energia celular vai além da academia
Durante muitos anos, a creatina foi associada quase exclusivamente ao universo das academias, força muscular e ganho de massa.
Esse rótulo começou a cair quando a ciência passou a olhar além do músculo e entendeu algo essencial: a creatina atua no sistema de energia das células, e isso afeta praticamente todo o corpo humano.
O que a creatina faz no corpo além do músculo?
A creatina participa diretamente da regeneração do ATP, a principal moeda de energia das células. Sempre que uma célula precisa trabalhar, seja um músculo ou um neurônio, ela depende desse sistema.
Por isso, a creatina não é específica de atletas. Ela atua onde há demanda energética, o que inclui cérebro, sistema nervoso, metabolismo e manutenção dos tecidos.

Por que a creatina passou a ser estudada para o cérebro?
O cérebro é um dos órgãos que mais consome energia no corpo. Quando essa demanda aumenta, como em estresse, privação de sono ou envelhecimento, o sistema energético pode ficar sobrecarregado.
Estudos indicam que a creatina pode apoiar funções cognitivas ao ajudar na estabilidade energética cerebral, influenciando memória, atenção, raciocínio e redução da fadiga mental.
Quais benefícios da creatina vão além do esporte?
Com o avanço das pesquisas, ficou claro que a creatina exerce efeitos sistêmicos. Ela vem sendo estudada em diferentes contextos de saúde e desempenho geral.
Entre os principais benefícios observados fora do esporte, estão:
- Suporte à função cognitiva e ao desempenho mental
- Apoio à preservação muscular durante o envelhecimento
- Melhora da eficiência energética celular
- Auxílio na recuperação física e metabólica
- Maior resistência ao estresse fisiológico
Esses efeitos explicam por que ela passou a ser considerada um nutriente funcional, e não apenas um recurso esportivo.
O Dr. Juliano Teles fala, em seu canal do YouTube, sobre os principais benefícios que o consumo de creatina trás:
Como a creatina se relaciona com envelhecimento e metabolismo?
Com o passar dos anos, ocorre perda natural de massa muscular, queda de força e redução da eficiência energética das células. A creatina tem sido estudada como aliada nesse processo.
Além disso, ela participa de vias ligadas ao metabolismo da glicose e à sensibilidade à insulina, o que despertou interesse em estratégias de saúde metabólica e manutenção da autonomia física.
Por que a creatina ganhou um novo status na ciência?
A creatina é uma das substâncias mais estudadas da nutrição moderna, com décadas de dados consistentes. A ciência mostrou que seu papel vai muito além do desempenho esportivo.
No fim das contas, ela deixou de ser vista como algo exclusivo da academia e passou a ser entendida como suporte energético celular, relevante para cérebro, músculos, metabolismo e envelhecimento saudável.
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