Comer proteína demais faz mal? A ciência começa a levantar alertas
Mais nem sempre é melhor
A proteína é essencial para o corpo humano, mas uma dúvida vem crescendo junto com dietas hiperproteicas e suplementos: será que existe um limite seguro? Novas recomendações aumentaram a ingestão diária sugerida, mas especialistas alertam que mais proteína nem sempre significa mais saúde.
Por que a proteína é tão importante para o corpo?
A proteína participa da formação dos músculos, hormônios, enzimas, células do sistema imunológico e até do transporte de oxigênio no sangue. Sem ela, o organismo simplesmente não funciona direito.
Ela vem tanto de fontes animais quanto vegetais e é quebrada em aminoácidos, alguns deles considerados essenciais, pois só podem ser obtidos pela alimentação.

Quanto de proteína realmente precisamos por dia?
As necessidades variam bastante de pessoa para pessoa. Peso corporal, idade, nível de atividade física e estado de saúde influenciam diretamente essa conta.
Para adultos pouco ativos, quantidades muito acima do básico costumam trazer pouco benefício. Já pessoas fisicamente ativas ou mais velhas podem precisar de um pouco mais para preservar massa muscular.
Comer muita proteína traz benefícios reais?
Dietas com maior teor de proteína costumam ajudar no controle do peso e na sensação de saciedade, o que explica sua popularidade. Em alguns casos, também contribuem para manter a massa magra.
Por outro lado, estudos mostram que o ganho muscular não aumenta de forma significativa se a ingestão elevada não vier acompanhada de exercícios adequados, especialmente musculação.

Quando o excesso de proteína começa a preocupar?
Consumir proteína em excesso, especialmente se isso reduzir a ingestão de carboidratos, fibras e gorduras boas, pode trazer efeitos negativos.
Pesquisas associam dietas muito ricas em proteína a maior risco de cálculos renais, perda de densidade óssea e sobrecarga dos rins, principalmente em pessoas que já têm alguma condição renal.
Como consumir proteína de forma equilibrada?
O ponto-chave é equilíbrio. Quantidades moderadamente altas costumam ser seguras para pessoas saudáveis, desde que façam parte de uma alimentação variada.
O problema surge quando a proteína passa a ocupar espaço demais no prato, deixando de lado vegetais, frutas, fibras e outras fontes importantes de energia e micronutrientes.
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