Com o formato de uma pirâmide distópica de 330 metros de altura, o apelidado “Hotel da Perdição” reinou absoluto no horizonte de uma ditadura fechada e passou décadas abandonado sem receber um único hóspede
Predio pirâmide na Coreia do Norte intriga pelo tamanho no horizonte
O hotel Ryugyong chama a atenção de qualquer um que olha para o horizonte de Pyongyang. Essa estrutura gigante em formato de pirâmide tem 330 metros de altura e passou décadas como um fantasma de concreto que nunca recebeu um único hóspede na vida.
Por que a obra do hotel Ryugyong parou no meio?
A construção começou no ano de 1987 sob o comando do governo da Coreia do Norte com a ideia de virar o maior arranha-céu do planeta na época. O plano audacioso queria mostrar ao mundo o poder econômico do país e bater de frente com a vizinha do sul.
O problema é que o dinheiro acabou de vez em 1992 por conta da crise pesada após a queda da União Soviética. A casca de concreto cru ficou parada por mais de 15 anos sem janelas, virando um elefante branco enorme bem no centro da capital.

Quais são os números mais chocantes dessa pirâmide de concreto?
Esta linha conecta os dados impressionantes do monumento no meio da cidade.
- Altura gigante de 330 metros despontando no céu do país.
- Estrutura monumental projetada com 105 andares no total.
- Mais de 3.000 quartos pensados para receber turistas gringos.
- Gasto estimado de mais de R$ 3,8 bilhões para tentar fechar o prédio.
A imponência da fachada assusta pelo contraste com o resto das casas do município. Toda essa grana investida na alvenaria não serviu para hospedar uma única família ao longo de mais de 30 anos de espera.
Como fica a comparação desse gigante com outros prédios do mundo?
Esta linha conecta o status desse monumento ao lado de outras obras conhecidas.
A tabela deixa nítido como o monumento do país asiático se isola pelo fracasso na ocupação. Ter tanta área construída sem nenhuma utilidade prática virou motivo de piada na imprensa internacional.
O hotel Ryugyong recebeu alguma reforma recente?
No ano de 2008, uma empresa de telecomunicações do Egito assumiu o pepino e colocou painéis de vidro espelhado por fora da casca antiga. A mudança visual deixou o exterior bonito e brilhante, tirando aquela cara de abandonado da rua.
Mais recentemente, o governo cobriu a fachada com milhares de luzes de LED para projetar propagandas políticas e bandeiras à noite. Por dentro, porém, o prédio continua sendo um grande mistério de cimento cru sem acabamento nos quartos.
Qual o destino final desse fantasma gigante nos dias de hoje?
Abrir as portas ao público exige um investimento milionário em fiação elétrica, canos de água e elevadores modernos para os 105 andares. A imprensa gringa até apelidou o lugar de hotel da perdição por conta dessa enrolação sem fim.
O local segue fechado sem previsão real de inaugurar um restaurante ou suíte para o público. A estrutura continua firme no horizonte como o maior símbolo do orgulho e das falhas do regime político da região.
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