Com 108 km de duplicações, 107 km de acostamentos e 44 km de vias marginais, um projeto rodoviário vai ampliar a infraestrutura de uma importante ligação entre estados do Nordeste
O corredor terá pistas ampliadas, travessias e estruturas de apoio ao transporte regional em um contrato que avançou para a fase de execução.
O transporte entre cidades do interior do Nordeste utiliza segmentos rodoviários onde caminhões dividem espaço com ônibus e automóveis. A Rota dos Sertões, concessão que envolve a BR-116 na Bahia e em Pernambuco e parte da BR-324 baiana, prevê obras em um sistema de 502 quilômetros.
Qual é a extensão do projeto da BR-116/BA/PE?
O sistema concedido possui cerca de 502 quilômetros e une trechos da BR-116 em Pernambuco e na Bahia à BR-324 baiana. A ligação atende o transporte que circula entre Salgueiro e a região de Feira de Santana.
A BR-116 é uma rodovia extensa, utilizada em diferentes regiões do Brasil. A concessão nordestina corresponde a um conjunto delimitado de trechos, com intervenções previstas em pontos definidos pelos estudos e pelas obrigações contratuais.

Como serão feitas as duplicações e novas pistas?
O programa prevê 108,2 km de duplicações, além de 5,16 km de faixas adicionais. A duplicação cria segmentos de pista dupla, enquanto a faixa extra acrescenta espaço de circulação sem necessariamente transformar todo o trecho em rodovia duplicada.
Outros 107,06 km de acostamentos ampliam o espaço lateral reservado a situações de emergência e operações de apoio. Sua implantação deve respeitar o projeto geométrico, a drenagem e as características de cada segmento da estrada.
As intervenções previstas se distribuem por estas frentes:
Por que o projeto terá mais de 44 km de marginais?
Os 44,52 km de vias marginais têm a função de organizar o movimento junto a localidades atendidas pelo corredor. Esses caminhos podem reduzir a necessidade de entradas diretas na pista principal para viagens curtas.
Em locais com passagem frequente de moradores, o projeto também contempla 12 passarelas e 24 paradas de ônibus. As estruturas atendem necessidades complementares: atravessar com segurança e acessar o transporte coletivo.
Quais melhorias são mais importantes para os usuários?
A modernização não se limita às novas faixas de rolamento. Acostamentos, marginais e travessias podem funcionar como uma rede de apoio para reduzir encontros perigosos entre tráfego pesado, deslocamentos urbanos e pedestres.
Os resultados dependem do posicionamento das obras e de sua integração com os acessos já existentes. Um acostamento, por exemplo, não substitui uma via marginal; cada elemento tem função específica na operação da rodovia.
As três frentes oferecem benefícios de natureza diferente:
O contrato da Rota dos Sertões já foi assinado?
Sim. A concessão foi formalizada em 29 de setembro de 2026, após a realização do leilão e a homologação do resultado. A formalização do contrato da Rota dos Sertões marcou a passagem do projeto para uma nova etapa.
A assinatura não significa que os 108,2 km de duplicações já tenham sido entregues. Obras, serviços de conservação e melhorias são obrigações a desenvolver conforme o planejamento e os prazos previstos na concessão de 30 anos.
Quando a ampliação da rodovia poderá ser percebida?
As primeiras mudanças para os usuários devem resultar das etapas efetivamente executadas, como conservação, sinalização e melhorias locais. A ampliação da capacidade leva mais tempo porque envolve projetos, intervenções físicas e liberação de cada segmento.
O acompanhamento do cronograma será fundamental para distinguir anúncio, obra iniciada e entrega ao tráfego. A utilidade do investimento depende de conectar novas pistas a soluções seguras para passageiros, caminhoneiros e moradores próximos.
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