Cinquenta buracos de argila e 21 fornos apareceram juntos e revelaram uma fábrica romana organizada como uma linha de produção
A posição junto a uma das principais estradas romanas facilitava o transporte das peças já prontas

O que você vai ver
- Onde fica o complexo e por quanto tempo funcionou.
- Como as etapas de produção estavam organizadas dentro do sítio.
- Por que a localização junto à Via Agrippa era estratégica.
- Que vestígios mostram a presença de quem trabalhava no local.
- Quem conduziu a escavação do complexo.
Cinquenta buracos de extração de argila e 21 fornos foram encontrados organizados dentro de um mesmo complexo no norte da França, revelando uma fábrica romana de cerâmica estruturada quase como uma linha de produção moderna.
Onde fica o complexo e por quanto tempo funcionou?
O sítio está localizado em Sermaize, na região de Hauts-de-France, norte da França, e ocupa uma área de cerca de cinco acres, equivalente a aproximadamente dois hectares, espaço que funcionou continuamente entre o século I a.C. e o século III d.C., período longo o suficiente para consolidar uma estrutura produtiva bastante organizada.
À Sermaize (Oise), l’Inrap fouille, en amont des futurs aménagements du @CanalSNE, une occupation antique. Un atelier de céramiques documentant toute la chaîne opératoire de l’extraction de l’argile à la commercialisation des poteries a été mis au jour. 👉 https://t.co/HE7rjp9PT3 https://t.co/o3QGrhchun
— Inrap (@Inrap) September 30, 2026
Como a produção estava organizada?
O complexo reunia cerca de 50 poços de extração de argila, áreas específicas destinadas à preparação desse material, espaços equipados com rodas de oleiro para moldar as peças e 21 fornos usados na etapa final de queima da cerâmica, com todo o conjunto distribuído numa malha organizada que lembra, em escala romana, o layout de uma linha de produção industrial moderna.
Por que a localização junto à Via Agrippa era estratégica?
O complexo estava situado às margens da Via Agrippa, uma das principais estradas construídas pelos romanos, posição que facilitava diretamente o transporte das peças de cerâmica já prontas para outros pontos de distribuição e comércio, vantagem logística que provavelmente contribuiu para a escala e a longevidade da produção mantida ao longo de séculos no local.
Que vestígios mostram a presença dos trabalhadores?
Além da estrutura produtiva em si, os arqueólogos encontraram lareiras, restos de alimentos e jarras de armazenamento deixadas pelos próprios oleiros que viviam e trabalhavam ali, vestígios que humanizam o sítio e mostram que o complexo não era apenas uma área de produção isolada, mas também um espaço de vida cotidiana para quem mantinha a fábrica funcionando.
Dans le cadre des fouilles préventives du Canal Seine Nord, l’ @Inrap a mis au jour près de Nyon dans l’Oise plusieurs ateliers artisanaux de poriers romains entre Sermaize et Porquéricourt. Situés au sud du territoire des Viromanduens, ces potiers se sont installés le long de la Via Agrippa qui reliait Noyon à Roye (actuelle RD934) permettant l’exportation directe de leur production sur tout le teritoire jusqu’à Amiens. On y trouve toute la chaine de production : de l’extraction d’argiles locales, une cinquantaine de tours de potiers et des fours à sole surelévée. Des témoignages de la production ont également été retrouvés, il s’agit plutôt de céramiques ordinaires. La fouille du four à Sermaize a révélé ainsi une production de céramiques fines, rugueuses et sombres, notamment des pots à boire et des plats à cuire. Les premiers éléments de datation situent l’activité du site entre le Ier et le début du IIIe siècle de notre ère.
— Lucius Gellius Publicola 🏺 (@Lucius_Gellius) July 2, 2026
Quem conduziu a escavação?
A escavação foi liderada por Louis Florin, do Institut national de recherches archéologiques préventives (INRAP), instituição francesa responsável por pesquisas arqueológicas preventivas realizadas antes de obras de infraestrutura, contexto que frequentemente revela sítios como esse complexo de Sermaize antes que sejam perdidos sob novas construções.
Complexos produtivos antigos que revelam organização surpreendentemente moderna também aparecem no relato sobre a pequena Vênus de chumbo que virou o primeiro objeto religioso encontrado num sítio húngaro.
Mais detalhes sobre a descoberta estão disponíveis na reportagem original da Archaeology Magazine.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)