Cataratas do Iguaçu entram em alerta após vazão quase 9 vezes maior que a média; parque é fechado
A força da correnteza levou as autoridades a suspenderem temporariamente a entrada de visitantes no Parque Nacional do Iguaçu, no lado argentino.
As Cataratas do Iguaçu foram atingidas por uma cheia extraordinária que fez a vazão do rio triplicar em menos de 48 horas e ultrapassar 12 mil metros cúbicos de água por segundo.
A força da correnteza levou as autoridades a suspenderem temporariamente a entrada de visitantes no Parque Nacional do Iguaçu, no lado argentino, em meio às chuvas intensas associadas ao fenômeno El Niño.
O cenário chamou a atenção pelo volume de água, pela coloração avermelhada e pelo risco de danos à infraestrutura turística.
Por que a vazão das Cataratas do Iguaçu disparou tão rapidamente?
A elevação ocorreu em um intervalo muito curto. Na manhã de sábado, o rio transportava menos de 4 mil metros cúbicos por segundo. Cerca de 24 horas depois, o volume já havia alcançado 8.500 metros cúbicos, chegando a 11.500 metros cúbicos por segundo no domingo à tarde.
Na manhã de segunda-feira, a vazão superou 12 mil metros cúbicos por segundo, quase nove vezes a média habitual. As chuvas persistentes na região da Tríplice Fronteira e nas partes mais altas da bacia do rio Iguaçu foram apontadas como as principais responsáveis pela cheia.
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The Iguazú River’s water flow reached 10.9 million liters per second, surging seven times higher than its normal average due to persistent heavy rain in Brazil. The violent, muddy torrents completely engulfed lower walkways at the world-famous Iguazu Falls, forcing authorities to suspend tourist access for safety reasons. Environmental agencies remain on high alert as upstream downpours threaten to push water levels even higher across the border region.
— Green Time (@greentime_media) October 13, 2026
O que provocou o fechamento do Parque Nacional do Iguaçu?
A decisão de interromper temporariamente o acesso aos visitantes foi tomada como medida preventiva para proteger turistas e trabalhadores.
Com a correnteza muito acima do normal, as autoridades precisaram avaliar as condições dos circuitos, das passarelas e das demais estruturas próximas às quedas-d’água.
Entre os principais fatores que motivaram a adoção do protocolo de segurança estão:
Por que o parque precisou fechar?
A cheia elevou os riscos nas áreas turísticas das Cataratas do Iguaçu e levou à adoção de medidas preventivas de segurança.
Quatro fatores ajudam a explicar a suspensão temporária das visitas ao Parque Nacional do Iguaçu, no lado argentino.
Vazão excepcional
O volume acima de 12 mil m³/s indica uma cheia muito superior às condições habituais do rio.
Correnteza intensa
A força da água aumenta os perigos nas proximidades do rio e nas áreas expostas à inundação.
Risco à infraestrutura
Passarelas, circuitos e caminhos turísticos podem ser danificados ou ficar inseguros durante a cheia.
Chuvas persistentes
As precipitações na região podem manter o nível do rio elevado e provocar novas oscilações na vazão.
A suspensão foi anunciada como temporária, enquanto equipes avaliavam os efeitos da enchente e as condições para uma eventual reabertura.
Como a cheia mudou a paisagem das Cataratas?
O aumento do volume transformou a aparência das quedas. A água ganhou uma tonalidade marrom-avermelhada devido ao transporte de partículas de terra, enquanto o impacto da correnteza contra as rochas produziu um ruído intenso e ampliou a névoa formada no cânion.
Apesar do fechamento no lado argentino, o acesso às atrações em Foz do Iguaçu, no Brasil, não havia sido restringido naquele momento, segundo a reportagem original.
Durante o fim de semana, cerca de 9 mil turistas visitaram o parque argentino, e o trânsito na Ponte Internacional Tancredo Neves registrou esperas de até três horas para cruzar a fronteira.
Por que a passarela da Garganta do Diabo foi desmontada?
A passarela que leva à Garganta do Diabo, uma das áreas mais conhecidas das Cataratas, foi desmontada preventivamente para reduzir o risco de destruição pela correnteza. A operação levou mais de 40 dias, e os pisos e corrimãos foram retirados e armazenados em terra firme.
A medida foi motivada por episódios anteriores de cheia. Em 2023, a vazão ultrapassou 20 mil metros cúbicos por segundo e provocou o desprendimento de mais da metade da passarela.
No ano anterior, outra enchente também causou danos que exigiram meses de trabalho e investimentos elevados para recuperar os trechos arrastados pela água.
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