Campanha de Flávio diz que Janones apagou 499 mensagens de canal no WhatsApp
O grupo 'Exército de Lula' virou motivo de controvérsia no Tribunal Superior Eleitoral
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que o deputado lulista André Janones (Rede-MG) apagou 499 mensagens do canal de WhatsApp Exército do Lula, criado para mobilizar apoiadores do petista.
“Ele apagou do canal 499 mensagens, entre elas notícias falsas sobre Flávio Bolsonaro que o TSE mandou remover”, diz o dossiê.
Segundo o documento feito pela equipe de Flávio, foram 116.929 encaminhamentos antes das mensagens sumirem.
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TSE
O grupo de Janones virou motivo de controvérsia no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, o proibiu, por espalhar fake news. O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal, e Nunes Marques determinou que a Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE se manifestasse.
Em relatório, a equipe técnica do TSE disse que não foram encontradas publicações com informações falsas citadas pela campanha de Flávio Bolsonaro no canal Exército do Lula.
“Não foram localizadas novas publicações que reproduzam os conteúdos examinados nos autos ressalvando o conteúdo de vídeos que, pela urgência, não foram transcritos”, afirmou.
Contudo, o documento registrou que parte das mensagens publicadas em setembro foi apagada a partir de 7 de outubro.
Apagamentos sistemáticos de Janones
Em nota, a campanha de Flávio afirmou ter alertado a Corte Eleitoral sobre a estratégia de Janones de “apagar sistematicamente comandos e os conteúdos disparados, justamente para inviabilizar o controle tanto pela Plataforma, como pelo Tribunal Superior Eleitoral”.
“Essa sistemática de apagamento dos conteúdos ilícitos e dos comandos a eles associados foi expressamente denunciada ao Ilustre Ministro Corregedor, na Ação de Investigação Judicial Eleitoral ajuizada pela campanha. Foi exatamente para evitar o perdimento em massa da cadeia de custódia dessas provas, que a ação foi movida em segredo de justiça, com pedido expresso de que assim permanecesse até que a Meta conservasse todos os dados e conteúdos do canal. Esse pedido explícito estava ao final da peça e, também, com todo destaque possível, em vermelho, no cabeçalho da petição inicial”, disse.
“A despeito disso, o Ilustre Corregedor, dois dias após o ajuizamento da AIJE em segredo, optou não apenas por não determinar a conservação de dado algum, como também retirou o segredo dos autos, solicitando apenas esclarecimentos e a oitiva das partes. Isso, a despeito do alerta explícito feito na inicial de que a metodologia usada para burlar o controle da Justiça Eleitoral passava pelo apagamento sistemático de dados. Não é surpresa que nada mais fosse encontrado no canal“, continuou.
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