Bloco de concreto celular assusta muita gente, mas pode cortar até 30% do custo da sua obra
Leve, fácil de cortar e pode reduzir entulho, infiltração e o tempo de execução da construção.
Em obras e reformas, o bloco de concreto celular ainda sofre com mitos sobre fragilidade, infiltração, custo e dificuldade de uso. Porém, quando analisado com critério técnico e exemplos de obras reais, o material se mostra leve, resistente na função de vedação, versátil e competitivo no custo global da construção.
Bloco de concreto celular é fraco ou resistente?
O bloco de concreto celular não é “fraco” por natureza; sua resistência depende do traço entre cimento, areia, água e espuma, assim como no concreto tradicional. Com dosagem correta e controle de qualidade, atinge tranquilamente a resistência necessária para alvenaria de vedação.
Problemas de desempenho costumam surgir em produções artesanais, sem controle de fator água-cimento e cura adequada. Em fábricas sérias, os blocos são dimensionados para usos específicos, como paredes internas, externas e áreas que exigem maior desempenho mecânico.
Quanto custa realmente construir com concreto celular?
O bloco de concreto celular costuma ter preço unitário maior que o tijolo cerâmico, mas isso não significa obra mais cara. Considerando menos argamassa, menos madeira para formas, menor desperdício e mão de obra mais produtiva, o sistema pode reduzir o custo final em até 30%.
Além do impacto imediato no orçamento da obra, o material oferece conforto térmico e acústico superiores, reduzindo gastos com climatização ao longo da vida útil da edificação. Assim, a análise correta deve considerar o desempenho global da alvenaria, e não apenas o valor de cada peça.
Confira um vídeo do canal Construção Celular com as 5 mentiras que contam sobre o bloco de concreto:
É difícil trabalhar com bloco de concreto celular?
Na rotina do canteiro, o bloco de concreto celular costuma facilitar o trabalho, e não complicar. Ele é mais leve por metro quadrado de parede, pois exige menos peças que o tijolo cerâmico, reduzindo esforço físico, transporte interno e tempo de execução.
Outra vantagem é a facilidade de corte e ajuste: o bloco pode ser serrado com ferramentas simples, permitindo encaixes rápidos, aberturas para instalações e menor geração de entulho. O sistema modular, com opções de meias peças e blocos menores, agiliza encontros e cantos de parede.
Concreto celular causa infiltração ou protege contra umidade?
O mito de que o bloco de concreto celular “filtra água” vem do fato de ele ser leve e poroso, absorvendo líquido em imersão total, condição rara na obra. Nas paredes, suas células internas não são interligadas, o que dificulta a passagem completa da água e reduz a infiltração em relação à alvenaria cerâmica.
Para entender melhor o comportamento do material frente à água e à umidade, vale observar algumas situações típicas de obra e como o concreto celular reage em cada uma delas:
Imersão total
O material absorve água rapidamente nesse ensaio, mas trata-se de um teste extremo, pouco representativo das condições reais de uso.
Chuva intensa
A infiltração tende a ser menor do que em tijolos cerâmicos, devido às células internas não conectadas.
Umidade do solo
Apresenta boa resistência à capilaridade quando a base recebe impermeabilização correta.
Tratamento e proteção
Utiliza os mesmos impermeabilizantes aplicados em outras alvenarias, com resultados eficientes e duráveis.
Casa com concreto celular pode ser reformada depois?
O bloco de concreto celular é usado para vedação não estrutural, ou seja, não substitui pilares, vigas e fundações. Assim, continua sendo possível abrir portas, janelas, demolir e redistribuir paredes internas, desde que a estrutura de concreto armado seja respeitada.
Na prática, a flexibilidade de reforma é muito semelhante à de casas com alvenaria cerâmica tradicional. Diversas obras já adaptaram paredes em concreto celular para novas esquadrias e ampliações, mostrando que o sistema acompanha bem mudanças de layout ao longo do tempo.
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