Blake Lively pede R$ 41 milhões a Justin Baldoni, mas Justiça reduz valor para R$ 2,1 milhões
Juiz considerou excessivas as horas cobradas pela defesa da atriz e fixou reembolso de US$ 407 mil após disputa iniciada por acusações ligadas ao filme
Blake Lively receberá cerca de US$ 407 mil (R$ 2,1 milhões) de Justin Baldoni em honorários advocatícios e custos processuais após decisão do juiz federal Lewis Liman. A determinação encerra parte da disputa iniciada há 18 meses entre os protagonistas de É Assim que Acaba (2024). A atriz, porém, havia solicitado aproximadamente US$ 8 milhões (R$ 41,2 milhões) para cobrir suas despesas com a defesa.
O magistrado considerou excessivo o número de horas apresentado pelos advogados da artista e reduziu significativamente a quantia reivindicada. Do total concedido, US$ 363 mil correspondem aos honorários advocatícios e US$ 44 mil cobrem custas judiciais. Blake Lively havia solicitado US$ 7,5 milhões pelo trabalho de sua equipe jurídica, além de outros US$ 540 mil em despesas relacionadas ao processo, valores classificados como irrazoáveis pelo juiz responsável pelo caso.
Justin Baldoni festeja vitória contra Blake Lively
Bryan Freedman, advogado de Justin Baldoni, interpretou a redução como uma vitória para seus clientes, já que Blake Lively obteve aproximadamente 5% da quantia originalmente solicitada. “A decisão é uma vitória significativa para meus clientes e envia uma mensagem clara de que, não importa o quão poderoso você seja, o tribunal não é lugar para se aproveitar da lei para obter ganhos pessoais”, opinou o defensor após a decisão.
Esra Hudson e Michael Gottlieb, advogados da atriz, avaliaram o resultado por outra perspectiva. Segundo eles, a determinação demonstra “que existem consequências reais ao se iniciar processos judiciais retaliatórios”. A equipe sustentou que a disputa nunca teve o dinheiro como questão principal. Os representantes da artista afirmaram que o objetivo era obter responsabilização pelas medidas adotadas depois que ela apresentou acusações contra Justin Baldoni relacionadas aos bastidores do longa-metragem.
“Como dissemos desde o primeiro dia, o caso de Blake Lively nunca foi sobre dinheiro – foi sobre responsabilização”, afirmaram os advogados. “Ela revelou a verdade para outras vítimas e abriu um precedente para que outras pessoas se manifestassem e denunciassem condutas semelhantes. Este resultado demonstra que o sistema jurídico não é tão facilmente manipulado quanto as redes sociais e continua a funcionar como uma força para a responsabilização”, disse.
Briga começou nos bastidores do filme É Assim que Acaba
O conflito judicial teve início em 2024, quando Blake Lively apresentou uma queixa contra Justin Baldoni, seu colega de elenco e diretor de É Assim que Acaba. Ela o acusou de assédio sexual e difamação e alegou que ele teria comandado uma campanha destinada a “destruir” sua reputação. De acordo com a documentação apresentada pela artista, o ambiente de trabalho durante a realização do filme teria sido hostil para ela.
Justin Baldoni negou as acusações e respondeu com uma ação de US$ 400 milhões. Ele alegou que Blake Lively teria tentado extorqui-lo por meio de exigências e ameaças capazes de comprometer o desempenho comercial do longa. O diretor também processou o The New York Times por difamação após o jornal publicar uma reportagem sobre as denúncias. Posteriormente, a Justiça rejeitou o processo apresentado por Baldoni contra a atriz e o veículo de imprensa.
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