Aranhas podem acumular um déficit de sono semelhante ao sono REM (e talvez até sonhem), assim como os seres humanos
Especialistas revelam como o sono das aranhas imita o descanso humano
O sono das aranhas guarda segredos que a turma da ciência finalmente conseguiu provar na prática. Pesquisadores da Universidade de Bonn notaram que esses bichos de oito patas têm fases de descanso muito parecidas com a nossa rotina, com direito a pequenos espasmos e uma necessidade real de repor a energia perdida no dia seguinte.
Como funciona a fase mais profunda do sono das aranhas?
Para sacar esse rolê, a equipe de biólogos da Alemanha resolveu vigiar a espécie de aranha saltadora Portia fimbriata bem de perto. Eles gravaram os bichos no escuro e notaram que os animais não ficam totalmente imóveis a noite inteira. As perninhas dão aquelas tremidas clássicas e os olhos chegam a se mexer bastante, como se estivessem acompanhando alguma presa imaginária voando pelo local.
Esse estado agitado de olhos tremendo e pernas pulando bate certinho com o nosso famoso sono REM, que é aquela fase profunda em que a gente costuma sonhar pesado. O achado chamou a atenção da galera de jaleco porque prova que um sistema nervoso tão pequeno também precisa desligar o corpo físico para processar um mar de informações da selva.

Por que o descanso desses bichos surpreende os cientistas?
A grande sacada desse estudo internacional publicado na mídia científica é que o ato de dormir ainda é um dos maiores quebra-cabeças da biologia moderna. Achar esse padrão de apagar profundamente em animais tão diferentes de nós mostra que os benefícios evolutivos do repouso surgiram bem cedo na história do nosso planeta.
Separamos os motivos principais que forçam a necessidade vital de um repouso pesado no reino animal:
- Ajuda gigante no fortalecimento da memória e do aprendizado das táticas diárias;
- Limpeza natural de toxinas e lixo celular acumulado na cabeça minúscula do bicho;
- Reforço do sistema imunológico para manter a saúde e a agilidade na hora da caça.
O que rola quando os pesquisadores atrapalham o repouso?
Para provar que as mocinhas estavam dormindo e não apenas de bobeira, os cientistas jogaram cerca de 25 moscas vivas na caixa de vidro bem no meio da madrugada. A bagunça tirou o sono da bicharada e causou o que a ciência chama de dívida de descanso. Na noite seguinte, algo muito curioso aconteceu com a rotina dessas exímias caçadoras.
Os animais passaram quase 80% mais tempo na fase de espasmos lentos para compensar a noite mal dormida de ontem. Esse rebote natural do organismo prova de uma vez por todas que elas realmente necessitam dessas horas apagadas para manter a saúde mental e a agilidade física na linha.
Quais são as semelhanças entre o nosso descanso e o delas?
A turma do laboratório percebeu que tanto a gente quanto os aracnídeos adotamos posturas bem específicas na cama e ficamos lerdos para reagir aos barulhos da vizinhança. Quando a privação rola solta por muito tempo, o organismo cobra a conta dobrada na primeira oportunidade de fechar os olhos em paz.
Preparamos uma tabela direta para mostrar como as fases de apagar batem nas duas realidades orgânicas.
| Características biológicas do repouso | Nós, humanos modernos | Nas aranhas saltadoras |
|---|---|---|
| Movimentação contínua dos olhos | Sim, acontece toda hora no REM | Sim, os tubos da retina mexem muito |
| Cobrança pesada por noites viradas | O corpo exige repor as energias | O tempo do estágio REM salta para 80% |
As aranhas realmente sonham durante as noites na natureza?
A Portia fimbriata é superinteligente e consegue criar estratégias mirabolantes para enganar presas maiores, o que levanta a forte suspeita de que elas passam a madrugada processando essas mesmas táticas. As pernas tremendo sugerem fortemente que as pequeninas ficam repassando os lances mais perigosos do dia dentro da própria mente.
Apesar das evidências claras de uma organização mental focada, os especialistas ainda não podem bater o martelo garantindo que elas enxergam imagens nítidas de sonhos igual a gente faz sob os lençóis. De qualquer forma, o simples fato de recarregarem a máquina exatamente do nosso jeito já mostra que estamos no mesmo barco evolutivo das coisas vivas.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)