Após receber R$ 348 milhões, uma rodovia de 27 km se aproxima da conclusão de uma duplicação que inclui 5 viadutos na saída de uma capital do Nordeste
A obra entra na fase final após transformar boa parte do corredor de saída da capital
Novos viadutos estão sendo finalizados ao longo da BR-304, uma das principais saídas rodoviárias de Natal, no Rio Grande do Norte. A duplicação da Reta Tabajara envolve 27 km, com investimento previsto de aproximadamente R$ 348 milhões e cinco estruturas em desnível. Em março de 2026, o DNIT informou que o contrato havia ultrapassado 91% de execução, enquanto outras intervenções ainda eram planejadas para completar a travessia urbana de Macaíba.
Onde fica a Reta Tabajara e quais cidades a duplicação atende?
A Reta Tabajara fica entre Macaíba e Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal. O trecho da BR-304 conecta a BR-226 à BR-101 e concentra deslocamentos entre a capital potiguar e o interior.
De acordo com o balanço do DNIT de 6 de março de 2026, a intervenção começa no km 281 e termina no km 308.
A rodovia atende motoristas que seguem em direção a Mossoró e ao Ceará. Também integra os percursos utilizados para alcançar o Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante.
Essa posição geográfica explica a importância dos acessos e dos cruzamentos próximos à área urbana de Macaíba.

Por que cinco viadutos fazem parte da duplicação?
Os cinco viadutos foram projetados para reorganizar cruzamentos e permitir a passagem de veículos em níveis diferentes. A construção de pistas adicionais precisa vir acompanhada de conexões adequadas com as ruas e rodovias existentes.
O DNIT informou que dois viadutos ficam na travessia urbana de Macaíba. Outros três estão localizados ao longo do segmento que já possuía duplicação anterior.
As estruturas possuem funções complementares:
O que significa a obra ter superado 91% de execução?
O percentual representa o avanço do contrato medido pelo DNIT em março de 2026. Ele indica que a maior parte dos serviços previstos naquela contratação já havia sido executada.
Entretanto, o índice não significa que todos os viadutos estivessem liberados nem que o conjunto de obras complementares estivesse concluído.
O DNIT apontou que as equipes estavam na fase de finalização das cinco estruturas especiais. Os motoristas ainda poderiam encontrar alterações temporárias no trânsito perto dos canteiros.
O estágio da obra deve ser separado da previsão de conclusão. Um percentual elevado representa avanço físico ou contratual, mas a liberação depende da entrega efetiva dos elementos necessários à circulação.

Por que ainda será necessária uma nova ponte sobre o Rio Jundiaí?
A ponte sobre o Rio Jundiaí integra um projeto complementar para dar continuidade à duplicação na travessia urbana de Macaíba. O mesmo planejamento prevê um viaduto no acesso ao aeroporto.
O DNIT informou, no balanço de março, que um contrato remanescente estava em fase de assinatura. Sua finalidade seria completar intervenções necessárias ao funcionamento das estruturas existentes.
A construção de uma nova ponte exige fundações, apoios e tabuleiro compatíveis com as pistas duplicadas. O viaduto do aeroporto também precisará ser conectado à malha rodoviária.
São serviços diferentes dos cinco viadutos que já estavam na fase de conclusão do contrato anterior. As novas estruturas não devem ser tratadas como entregues naquele momento.
Como a duplicação deverá melhorar a saída de Natal?
A ampliação pretende oferecer pistas separadas e cruzamentos reorganizados para quem deixa a capital pela BR-304. O corredor recebe tanto o trânsito regional quanto veículos que seguem por viagens mais longas.
Os viadutos permitem distribuir movimentos que antes poderiam ocorrer no mesmo nível da pista principal. Isso ajuda a reduzir conflitos entre quem continua pela rodovia e quem precisa acessar Macaíba.
O desafio de organizar a saída de capitais também aparece em uma obra rodoviária de 16 km que reúne viadutos e pontes no Nordeste.
Quando a duplicação da Reta Tabajara poderá ser concluída?
O DNIT indicou 2026 como previsão de conclusão do contrato acompanhado em março. Esse prazo não equivale a uma confirmação posterior de entrega integral.
A obra ainda dependia de concluir estruturas, adequar acessos e organizar a circulação nos pontos com intervenções.
O projeto complementar também seguirá seu próprio cronograma de contratação e execução. Para os motoristas, a melhoria completa dependerá de os viadutos e as novas pistas funcionarem de maneira contínua, sem deixar ligações essenciais inacabadas.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)