Em apenas 16 km, três viadutos, uma nova ponte e outra alargada estão abrindo um novo arco rodoviário ao redor de uma capital do Nordeste
O projeto concentra obras pesadas em poucos quilômetros para mudar uma ligação estratégica
Grandes vigas de concreto estão sendo posicionadas sobre uma rodovia de Alagoas, enquanto máquinas abrem novas pistas e preparam travessias sobre rios. O Arco Metropolitano de Maceió passa por uma duplicação de 16,2 km, com três viadutos, uma ponte nova e o alargamento de outra. A obra, que recebeu orçamento atualizado de R$ 266,7 milhões, busca melhorar a circulação entre a região metropolitana da capital e os acessos ao litoral sul.
Onde fica o Arco Metropolitano de Maceió?
O Arco Metropolitano de Maceió corresponde a um trecho da BR-424, entre os quilômetros 92 e 108,2, na região metropolitana da capital alagoana. A intervenção inclui áreas próximas a Marechal Deodoro, município que abriga um importante polo industrial.
Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o projeto combina duplicação, adequação de capacidade e melhorias de segurança.
A ligação atende motoristas que circulam entre áreas industriais, bairros da região metropolitana e acessos turísticos. Mais de 13 mil veículos utilizam diariamente o trecho, conforme os dados divulgados pelo órgão.

Como serão construídos os três viadutos do novo arco?
Os três viadutos permitirão organizar cruzamentos em níveis diferentes, evitando que determinados fluxos precisem atravessar diretamente as pistas principais.
Uma das estruturas fica no entroncamento da antiga AL-101, atual BR-349, nas proximidades do antigo posto do Batalhão Rodoviário, em Marechal Deodoro.
Em 28 de junho de 2026, o DNIT iniciou o lançamento das vigas desse viaduto. O procedimento consiste em levantar grandes peças de concreto e colocá-las sobre os apoios preparados para sustentar a futura pista.
A montagem foi organizada em duas etapas, com nove vigas previstas para cada sentido de circulação. Depois do posicionamento, as peças passam a integrar a estrutura que receberá os demais elementos do tabuleiro.
A fabricação e o transporte de grandes peças também são utilizados em outros tipos de travessia. Módulos de pontes transportados por rios antes da montagem mostram como o peso e as dimensões influenciam a logística dessas construções.
Por que será necessária uma ponte nova sobre o Rio Remédio?
O projeto prevê uma nova ponte sobre o Rio Remédio e o alargamento da estrutura existente. As duas intervenções fazem parte da adequação da BR-424 ao aumento de capacidade da rodovia.
Uma ponte que atende uma estrada de pista simples pode não oferecer espaço suficiente para acomodar o novo conjunto de faixas. Construir uma travessia adicional e ampliar a anterior permite organizar os sentidos de circulação.
O trabalho exige preparar fundações e apoios capazes de receber as cargas dos veículos. As intervenções também precisam respeitar o espaço necessário à passagem da água sob as estruturas.
A duplicação não consiste apenas em colocar asfalto ao lado da pista antiga. Ela também exige adaptar pontes, acessos e pontos onde a estrada encontra outras vias.
Como o lançamento das vigas afeta o trânsito durante as obras?
O lançamento das vigas exige desvios temporários porque equipamentos de grande porte precisam ocupar parte da área de circulação durante a montagem.
No viaduto da BR-349, o DNIT organizou a operação em duas fases. A primeira envolveu os elementos do sentido Maceió–Francês. Na etapa seguinte, os trabalhos passaram ao sentido contrário.
As principais mudanças previstas durante essa operação foram:
- Sentido Maceió–Francês: desvio pela rotatória próxima ao antigo posto rodoviário durante a primeira etapa.
- Sentido Francês–Maceió: circulação mantida enquanto acontecia a montagem inicial.
- Segunda etapa: desvio operacional no canteiro central, com organização temporária dos dois sentidos em pista simples.
O planejamento contou com sinalização e apoio dos órgãos de trânsito. Essas medidas se referem à operação de lançamento das vigas, não a uma mudança permanente no percurso.
O que muda com a duplicação de 16,2 km da BR-424?
A duplicação vai ampliar o espaço disponível para veículos que circulam em sentidos opostos. O projeto também prevê restauração da pista existente, pavimentação e implantação de vias marginais em pontos necessários.
As vias marginais ajudam a separar parte dos deslocamentos locais do fluxo principal. Assim, veículos que entram em estabelecimentos e acessam localidades próximas podem utilizar caminhos próprios em trechos previstos no projeto.
A melhoria também atende ao transporte ligado ao Polo Industrial de Marechal Deodoro. Caminhões que movimentam mercadorias passam a integrar um corredor com maior capacidade, embora os benefícios completos dependam da entrega das obras.
Quando o Arco Metropolitano de Maceió ficará pronto?
O Arco Metropolitano ainda estava em obras na atualização oficial de junho de 2026, quando o DNIT anunciou a instalação das vigas de um dos viadutos.
A duplicação envolve frentes de terraplenagem, pavimentação e construção de estruturas. Os documentos oficiais consultados não confirmam a entrega de todo o trecho até outubro de 2026.
Quando concluído, o conjunto deverá oferecer uma passagem mais ampla pela BR-424, conectando as pistas duplicadas aos viadutos e às travessias sobre o Rio Remédio. Enquanto isso, os motoristas precisam observar os desvios e a sinalização das frentes de serviço.
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