Após mais de 1.600 anos de história, os arqueólogos levam à superfície blocos de 80 toneladas de uma das Sete Maravilhas do mundo antigo
A operação trouxe à tona um capítulo raro da história antiga
Grandes pedras que formavam a entrada de uma das obras mais famosas da Antiguidade voltaram à superfície no porto de Alexandria, no Egito. Uma missão retirou 22 blocos ligados ao Farol de Alexandria, alguns com peso entre 70 e 80 toneladas. As peças serão estudadas e escaneadas para ajudar a montar uma cópia digital do monumento desaparecido.
Qual das Sete Maravilhas foi encontrada no mar?
Os blocos pertencem ao Farol de Alexandria, construído no início do século 3 antes de Cristo. A torre ficava na ilha de Faros e orientava os navios que chegavam à costa egípcia.
A Fundação Dassault Systèmes informa que o farol tinha cerca de 100 metros de altura e permaneceu de pé por mais de 1.600 anos. Terremotos causaram danos sucessivos até a estrutura deixar de funcionar no século 14.

Quais partes foram retiradas da água?
A operação recuperou peças da entrada monumental, da base e de uma construção que ainda não era conhecida pelos pesquisadores. As pedras ficaram no porto oriental de Alexandria.
O comunicado oficial identifica os seguintes elementos:
Como blocos de até 80 toneladas foram recuperados?
A missão usou uma embarcação de apoio e um guindaste capaz de erguer as pedras monumentais. A retirada foi preparada para permitir o estudo fora da água.
O Centro de Estudos Alexandrinos pesquisa as ruínas submersas desde 1994 e passou a usar modelos feitos por fotogrametria, técnica que cria objetos digitais a partir de várias fotografias:
- Escolha: a equipe identifica as peças mais importantes para o estudo.
- Içamento: o guindaste retira cada bloco de forma controlada.
- Registro: os pesquisadores fotografam todos os lados da pedra.
- Modelo digital: as imagens formam uma cópia em 3 dimensões.
- Análise: engenheiros testam onde cada peça poderia ficar no farol.

Por que os pesquisadores querem criar uma cópia digital?
A reconstrução digital permite testar formas diferentes sem mexer nas ruínas originais. Os pesquisadores podem mudar a posição de cada bloco até encontrar combinações que façam sentido.
O Projeto Pharos reúne arqueólogos, arquitetos, historiadores e engenheiros:
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O Farol de Alexandria será reconstruído de verdade?
O projeto confirmado busca reconstruir o farol no ambiente digital, e não erguer uma nova torre com os blocos antigos. As pedras continuam sendo tratadas como partes de um sítio arqueológico protegido.
O programa de pesquisa do farol também mantém registros de milhares de peças encontradas perto do Forte de Qaitbay.
A torre não voltou, mas partes reais de sua entrada agora podem revelar como ela foi construída.
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