Afiliadas regionais mantêm veto a Jimmy Kimmel mesmo após volta
Grupos regionais que controlam dezenas de canais da ABC nos EUA dizem que só voltarão a exibir o talk show com retratação pública do apresentador
A Disney anunciou na segunda, 22, que “Jimmy Kimmel Live!” voltaria ao ar nesta terça, 23, após uma semana de suspensão.
A decisão, no entanto, não garante a exibição em grande parte dos Estados Unidos: grupos de afiliadas como Sinclair e Nexstar informaram que seguirão barrando o programa em dezenas de praças e que vão manter a substituição por telejornais locais até que haja retratação do apresentador.
Em comunicado, a Sinclair declarou que as declarações de Kimmel sobre o assassino de Charlie Kirk foram “inapropriadas e insensíveis” e condicionou o retorno do programa a um pedido de desculpas direto à família e a uma doação pessoal do humorista à organização conservadora Turning Point USA.
A Nexstar, dona de mais de 30 afiliadas, também comunicou que manterá o veto até nova avaliação.
Três dias depois, em 22 de setembro, Bill O’Reilly revelou que a revolta organizada de afiliadas foi decisiva para a rede suspender o programa.
Segundo o jornalista, executivos de grupos regionais avisaram a ABC que abandonariam o talk show em 30 a 40 mercados, o que tornaria inviável a permanência.
Com a continuidade do veto local, a volta anunciada pela Disney terá alcance limitado.
As conversas com os grupos regionais seguem em andamento, mas, até agora, as empresas mantêm a posição de só recolocar o programa na grade depois que Kimmel atender às exigências públicas de reparação.
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