Demissão de Jimmy Kimmel já estava em andamento, diz jornal
Contrato do apresentador terminava neste ano e Disney avaliava não renovar
O futuro de Jimmy Kimmel na ABC estava em discussão antes mesmo do comentário que levou à suspensão de seu programa, segundo apuração do The New York Post.
O apresentador tinha apenas alguns meses restantes de contrato com a Disney e deveria iniciar negociações ainda neste ano, mas executivos avaliavam encerrar a parceria ao fim da temporada.
O apresentador enfrenta um colapso de audiência.
Dados do instituto Nielsen apontam que o “Jimmy Kimmel Live!” despencou de 1,95 milhão de telespectadores em janeiro de 2025 para apenas 1,1 milhão em agosto, uma queda de 43% em oito meses.
Na faixa de 18 a 49 anos, considerada a mais lucrativa para anunciantes, a redução foi de 39%. Agosto marcou o pior índice do ano, com rating domiciliar de 0,35.
De acordo com relatos, havia disposição interna para usar a repercussão negativa das falas de Kimmel como pretexto para afastar o apresentador antes da renovação.
Ele recebia US$ 16 milhões por ano como apresentador do “Jimmy Kimmel Live!” na ABC. Com bônus incluídos, seus ganhos anuais do programa podem chegar a US$ 24 milhões.
Pessoas próximas ao comediante sustentam que ele não pretendia deixar a atração, mesmo cogitando aposentadoria em momentos anteriores. Segundo uma dessas fontes, Kimmel poderia insistir em continuar justamente para irritar o ex-presidente.
Aos 57 anos, ele foi visto em Los Angeles a caminho do escritório de seu advogado, Karl Austen, que representa artistas como Seth MacFarlane e Jude Law.
A decisão de colocar o “Jimmy Kimmel Live!” em suspensão foi comunicada ao apresentador por Dana Walden, copresidente da Disney Entertainment e amiga pessoal dele.
A executiva é apontada como defensora de sua permanência, mas confirmou ao humorista que a atração sairia do ar por tempo indeterminado.
Nem a Disney nem os representantes de Kimmel comentaram publicamente sobre a situação.
A suspensão ocorreu depois de falas no programa de segunda, 15, quando Kimmel acusou apoiadores de Trump de explorar a morte de Charlie Kirk, assassinado em Utah em 10 de setembro.
O comentário gerou reação de republicanos, da Agência Federal de Comunicações (FCC) e de emissoras afiliadas da ABC que publicamente disseram que não mais transmitiram o programa.
Apesar das críticas, interlocutores garantem que Kimmel se recusa a pedir desculpas.
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