A temperatura mais indicada para programar seu ar-condicionado no inverno para se manter aquecido e reduzir gastos
Ajustes simples no aquecimento podem diminuir gastos e evitar desperdício de energia
Chega o inverno e a conta de luz aumenta, muitas vezes sem que a família entenda exatamente por quê. A resposta, na maioria dos casos, está em dois erros simples: usar o aparelho errado e ajustar o termostato para uma temperatura mais alta do que o necessário.
Qual é a temperatura ideal para o ar-condicionado no inverno
Autoridades de energia e pesquisadores de mercado convergem para a mesma recomendação: manter o termostato entre 18°C e 20°C. Essa faixa oferece conforto para quem está vestido adequadamente em casa e evita que o aparelho trabalhe além do necessário para compensar a diferença entre as temperaturas interna e externa.
Segundo o guia de eficiência energética da AGL e as recomendações do governo australiano, cada grau acima dessa faixa pode aumentar o consumo de energia em 5% a 10%. Ajustar o termostato para 23°C em vez de 20°C pode elevar os custos de aquecimento em até 30%. A diferença de conforto entre esses valores é pequena. A diferença na conta, não.

Por que o ar-condicionado de ciclo reverso gasta menos
Aquecedores elétricos portáteis, sejam eles de ventilador, cerâmicos, a óleo ou de painel, funcionam todos pelo mesmo princípio: convertem eletricidade diretamente em calor, na proporção de uma unidade de energia para uma unidade de calor gerado. O ar-condicionado de ciclo reverso funciona de forma diferente.
Como explica a AGL, o aparelho extrai calor do ar externo e o transfere para o ambiente interno. Isso significa que ele pode produzir várias unidades de calor para cada unidade de eletricidade consumida. Segundo análise de 2025 da Finder, o ciclo reverso custa aproximadamente metade do preço por hora de um aquecedor elétrico padrão, uma diferença que pode ultrapassar US$ 100 de economia ao longo de um inverno inteiro.
Quanto cada tipo de aquecedor custa na prática
A comparação direta entre os aparelhos deixa clara a vantagem financeira do ciclo reverso. Os dados estimados pela Finder para um inverno completo mostram diferenças expressivas entre as opções mais comuns.
- Ar-condicionado de ciclo reverso na configuração recomendada: aproximadamente US$ 155 por inverno.
- Aquecedor de convecção elétrico: cerca de US$ 270 por inverno, quase o dobro do ciclo reverso.
- Aquecedor a gás: pouco mais de US$ 300 por inverno, o mais caro entre as opções analisadas.
- Cobertor elétrico: apenas 4 centavos de dólar por hora, ideal para aquecer sem ligar o sistema principal.

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O calor que escapa antes de aquecer a casa
Escolher o aparelho certo resolve apenas parte do problema. De acordo com o YourHome, infiltrações de ar podem ser responsáveis por 15% a 25% da perda de calor no inverno em edificações. Isso significa que até um quarto do calor gerado pode escapar por frestas antes de aquecer o ambiente.
Vedar frestas em janelas, portas, bordas do piso e caixilhos mal encaixados é uma das intervenções mais baratas e eficazes. O site Energy.gov.au aponta que um isolamento eficaz no teto pode reduzir os custos de aquecimento e resfriamento em até 45%, tornando essa uma das melhorias com retorno mais rápido no inverno.
A estratégia completa para gastar menos sem abrir mão do conforto
A economia real não vem de um único ajuste, mas da combinação de boas escolhas. Manter o termostato próximo a 20°C, aquecer apenas os cômodos em uso, fechar portas de espaços vazios, usar cortinas para reter calor à noite e configurar ventiladores de teto no modo inverno são medidas que, juntas, reduzem a demanda sem sacrificar o bem-estar.
Se há um ar-condicionado de ciclo reverso disponível, ele deve ser a primeira escolha como fonte de calor. Aquecedores portáteis podem ser usados por períodos curtos, mas não como solução principal. O inverno não precisa custar caro: com os ajustes certos, a conta diminui e o conforto permanece.
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