A sonda espacial Voyager 2 tem quase 50 anos e perde cerca de 4 watts de potência a cada ano, à medida que sua fonte de energia de plutônio enfraquece
Nasa arrisca tudo e salva a energia da Voyager 2 no vazio
A energia da Voyager 2 estava no limite até a agência espacial apertar um botão e mudar o jogo no meio do nada. Essa sacada de mestre mexeu no sistema elétrico da máquina e garantiu mais um ano inteiro de dados valiosos chegando no nosso planeta diariamente.
Por que a energia da Voyager 2 virou um problema gigante?
A nave está rodando sem parar desde os anos setenta e sua bateria nuclear perde um pouco de força a cada ano que passa. Como ela já entrou no espaço interestelar, cada gota de eletricidade vale ouro para manter os sensores ligados no frio extremo.
O plano original era desligar mais um equipamento científico agora para economizar carga no sistema principal. A equipe não queria perder os dados de uma região ainda inexplorada e resolveu arriscar uma jogada diferente para manter os cinco instrumentos funcionando.

Como os engenheiros da Nasa fizeram essa jogada de mestre?
Para evitar o desligamento, a galera da engenharia achou um jeito de desviar o fluxo elétrico de um regulador de segurança que protegia a nave de picos. Uma matéria do portal Space Daily chama essa manobra de “big bang”, já que o painel inteiro sentiu o baque pesado da troca.
Mesmo com a máquina voando a mais de 19 bilhões de quilômetros da nossa casa, o comando enviado da base deu super certo. O equipamento absorveu a nova rotação elétrica e estabilizou as baterias sem queimar nenhum circuito velho da carcaça.
O que muda na rotina do equipamento depois dessa alteração?
A mudança tira uma camada de proteção importante, mas libera a voltagem exata que os sensores precisavam para continuar trabalhando no escuro. Se rolar alguma oscilação elétrica pesada, a nave precisa aguentar a pancada sozinha e sem o seu filtro principal.
Acompanhe como ficou a divisão de forças na sonda antes e depois do comando:
Quais riscos os cientistas assumiram com esse comando a distância?
Mexer em um cérebro eletrônico projetado na década de 1970 é sempre um baita tiro no escuro para os controladores da missão. A variação elétrica livre pode superaquecer alguma placa de vídeo e apagar o computador de bordo para sempre e sem aviso prévio.
Os pontos mais críticos dessa manobra espacial envolvem as seguintes situações:
- Queimar as famosas antenas de rádio que conversam direto com a Terra.
- Perder os dados da radiação cósmica que batem na lataria.
- Desligar o sistema de aquecimento interno que evita o congelamento fatal.
Até quando essa nave histórica vai mandar mensagens para a Terra?
Com a gambiarra dando resultados ótimos, a máquina continua mandando relatórios fresquinhos da galáxia até o final de 2026. Depois desse ganho de tempo extra, o nível da bateria vai cair tanto que a base precisará cortar um sensor por vez de qualquer jeito.
Quando a última luz verde do painel apagar perto de 2030, ela vira apenas um pedaço de metal vagando pelo universo de forma solitária. Até lá, a gente continua torcendo e aproveitando cada sinal fraco de rádio que ela manda lá do fim do mundo.
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