A Profeco analisou 39 marcas de café solúvel em mais de 2 mil testes e conclui que Nescafé e outras grandes marcas estão entre aquelas que atendem aos mais altos padrões de pureza
A escolha do café solúvel ganhou um novo detalhe que pode surpreender quem compra o produto em supermercados.
A escolha do café solúvel ganhou um detalhe que pode surpreender quem compra o produto em supermercados no México: um estudo da Procuraduría Federal del Consumidor (Profeco) analisou 39 produtos e realizou 2.515 testes para verificar características como composição, umidade, cafeína, açúcares, pH, rotulagem e conteúdo líquido.
Entre os produtos avaliados estavam Nescafé Clásico, Great Value, Café Oro 24 Kilates, Café Legal e outras marcas conhecidas.
O que a Profeco realmente analisou nos cafés solúveis?
O levantamento foi realizado pelo Laboratório Nacional de Protección al Consumidor e reuniu 19 cafés solúveis puros, 10 cafés misturados com açúcar e 10 preparações em pó do tipo cappuccino. A análise verificou se as informações presentes nas embalagens correspondiam ao produto comercializado.
Nos cafés puros, também foram avaliados parâmetros relacionados à composição, incluindo umidade, glicose, xilose, frutose, pH e cafeína, além da presença de amido.

Quais marcas de café solúvel apareceram entre os produtos analisados?
A lista reúne marcas populares e diferentes apresentações. Entre os produtos que apresentaram resultados conformes aos parâmetros avaliados estavam:
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O estudo também incluiu produtos como Café Combate, Nescafé Dolca e Café Legal em determinadas apresentações.
A Profeco declarou qual é o melhor café solúvel?
Não. Essa é justamente uma das informações que exigem atenção. A Profeco não estabeleceu um ranking geral colocando uma marca em primeiro lugar nem concedeu oficialmente o título de “melhor café solúvel”.
Por exemplo, o Ke! Precio aparece no estudo com 2,93% de cafeína na avaliação correspondente, mas esse resultado não significa que a marca tenha vencido as demais. “Cumprir” os parâmetros analisados é diferente de conquistar uma posição em um ranking.
Por que o ano do estudo muda completamente a interpretação?
O levantamento citado corresponde à Revista del Consumidor de janeiro de 2016. Portanto, seus resultados servem como referência histórica para os produtos avaliados naquela ocasião, mas não comprovam que essas marcas sejam atualmente as melhores do mercado.
Também não se deve confundir esse levantamento com o estudo publicado pela Profeco em junho de 2025, que analisou 33 cafés torrados e moídos em 1.908 testes. Esse trabalho foi diferente e não avaliou café solúvel.
Em outras palavras: antes de confiar em qualquer lista de “melhores cafés segundo a Profeco”, vale conferir o ano, o produto exato e os critérios utilizados. O estudo encontrou produtos que atenderam aos parâmetros analisados, mas não criou um campeão oficial.
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