A apenas 18 anos-luz de distância, astrônomos descobriram um dos melhores alvos próximos na busca por vida: uma candidata a super-Terra chamada GJ 251 c, situada na zona habitável de uma estrela anã vermelha
Cientistas acham a super-Terra GJ 251 c bem perto de nós
A promissora super-Terra GJ 251 c acabou de ser localizada por astrônomos a uma distância de apenas 18 anos-luz da nossa casa. Esse novo mundo orbita uma estrela anã vermelha bem na chamada zona habitável, o que significa que ele entrou direto para o topo da lista dos melhores alvos espaciais para a nossa busca por vida fora do Sistema Solar.
O que é exatamente esse novo planeta?
O GJ 251 c é um forte candidato a planeta classificado como uma super-Terra. Esse termo técnico indica que ele possui uma massa maior que o nosso planeta, mas ainda é menor do que gigantes gelados como Netuno. Os dados coletados apontam que ele tem uma massa mínima de 3,84 massas terrestres, uma pista bem quente de que podemos estar lidando com um mundo rochoso e sólido.
Ele orbita a sua estrela hospedeira em um período de 53,647 dias. Como essa estrela é uma anã vermelha menor e bem mais fria que o nosso Sol, o planeta consegue ficar bem perto dela sem necessariamente fritar, recebendo uma quantidade de energia bem interessante para os estudos astrofísicos.

Como os astrônomos conseguiram achar esse mundo?
Ninguém tirou uma foto direta dele ainda, pois a descoberta aconteceu analisando os movimentos da própria estrela. Os cientistas usaram o método de velocidade radial, que identifica o planeta pelo leve puxão gravitacional que ele dá em seu sol. Para ter certeza do achado, a equipe liderada por Corey Beard combinou dados de instrumentos modernos como o Habitable-zone Planet Finder e o NEID com registros antigos de telescópios como o HIRES, CARMENES e SPIRou.
Abaixo você confere as principais tecnologias que ajudaram a revelar o sinal desse novo mundo:
- Habitable-zone Planet Finder: espectrógrafo de alta precisão focado em infravermelho próximo.
- NEID: instrumento de última geração instalado no Arizona para medir velocidades radiais.
- Modelagem matemática: mais de 50 modelos testados para separar os sinais do planeta da atividade magnética da estrela.
Por que a distância de 18 anos-luz muda o jogo?
Pode parecer longe para uma viagem de foguete, mas para os telescópios atuais e futuros essa proximidade é uma mina de ouro. Quanto mais perto o sistema solar vizinho está de nós, maior é a separação visual que conseguimos enxergar entre o planeta e o brilho ofuscante da estrela dele. Isso facilita demais o trabalho dos cientistas na hora de mirar os espelhos dos observatórios.
Veja uma comparação simples de como a distância impacta a nossa capacidade de observação espacial na tabela a seguir:
Potencial de Imagem Direta: GJ 251 c
Entenda por que a super-Terra GJ 251 c se destaca como um dos alvos mais promissores para observação espacial direta em comparação com sistemas distantes.
Estar na zona habitável garante que existe vida lá?
Não dá para cravar isso ainda, pois a zona habitável significa apenas que o planeta está em uma região onde a água líquida poderia existir na superfície. Condições reais dependem de fatores ocultos como a atmosfera, a rotação e a história geológica do lugar. O planeta recebe menos luz estelar do que a Terra e pode ser um deserto congelado, um mundo agradável ou algo totalmente bizarro.
Outro ponto crítico é que estrelas anãs vermelhas costumam ser instáveis na juventude, soltando explosões de radiação que podem varrer a atmosfera de mundos próximos. O lado bom é que a estrela GJ 251 se mostrou relativamente calma nos testes, deixando os astrônomos bem otimistas com o que está por vir.
Quais serão os próximos passos nessa investigação?
A grande meta agora é conseguir fazer a imagem direta desse exoplaneta usando a nova geração de mega telescópios da classe de 30 metros. Quando esses gigantes estiverem operando no hemisfério norte, eles vão tentar coletar a luz refletida pelo planeta para fazer uma espectroscopia. Esse processo ajuda a caçar pistas de moléculas gasosas no ar daquele ambiente distante.
A expectativa é buscar por assinaturas de vapor de água, dióxido de carbono e metano. De forma complementar, projetos ambiciosos como o futuro Habitable Worlds Observatory da agência espacial americana também devem colocar esse alvo no radar para tentar desvendar de vez os mistérios da atmosfera desse lugar.
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