Esportiva bicilíndrica guarda 17 litros no tanque, entrega 39 cv e mantém o assento a apenas 785 mm do chão
Banco baixo, tanque amplo e motor bicilíndrico ajudam a esportiva a conciliar visual agressivo com deslocamentos urbanos e rodoviários.
Uma carenagem esportiva não impede que a moto seja pensada para deslocamentos comuns. A Kawasaki Ninja 300 combina banco a 785 mm do chão, tanque de 17 litros e motor bicilíndrico de 296 cc com 39 cv, além de soluções voltadas a manobras, conforto no trânsito e uso em rodovias.
O banco de 785 mm facilita o uso cotidiano?
A altura de 785 mm reduz a distância entre o assento e o chão em comparação com motocicletas mais altas. Isso pode facilitar o apoio dos pés em paradas e manobras lentas, embora a facilidade real dependa da estatura, do comprimento das pernas e da largura do banco.
A Ninja 300 pesa 179 kg em ordem de marcha e tem 1.405 mm de entre-eixos. A combinação entre banco relativamente baixo e entrega suave de potência em baixas rotações ajuda a explicar por que a Kawasaki destaca controle durante manobras de baixa velocidade.

O tanque de 17 litros significa grande autonomia?
O reservatório comporta 17 litros de combustível, capacidade que reduz a frequência potencial de abastecimentos em comparação com tanques menores. Porém, a Kawasaki não publica na ficha uma autonomia em quilômetros para a Ninja 300.
Também não é correto multiplicar o volume do tanque por uma média de consumo não homologada pela fabricante. Trânsito, velocidade, marcha selecionada, uso do acelerador e carga alteram o consumo, fatores reconhecidos pelo próprio indicador de pilotagem econômica da motocicleta.
Os números principais ajudam a dimensionar a proposta:
Como o motor bicilíndrico de 296 cc se comporta?
O motor paralelo de dois cilindros tem 296 cc, refrigeração líquida e injeção eletrônica. Ele entrega 39 cv a 11.000 rpm e 2,7 kgf.m de torque a 10.000 rpm, trabalhando com transmissão de seis velocidades.
A Kawasaki descreve a entrega como linear, com torque utilizável em baixas e médias rotações e aceleração mais forte em alta. As válvulas de aceleração duplas são usadas para tornar a resposta da manopla mais natural e controlar com precisão o fluxo de ar de admissão.
Que recursos ajudam no trânsito e em trajetos mais longos?
A moto usa embreagem assistida e deslizante, que reduz o esforço no manete e limita parte do torque reverso em reduções. Também há tecnologia de gerenciamento de calor, projetada para direcionar o ar quente do radiador para baixo e longe do piloto.
O para-brisa de estilo flutuante foi desenvolvido para desviar o fluxo de ar e melhorar a proteção contra o vento, segundo a fabricante. Esses elementos acrescentam funções práticas a uma motocicleta cuja aparência é inspirada nas esportivas maiores da linha Ninja.
Cada recurso atua em uma situação diferente:
Freios e painel também favorecem uma rotina comum?
A Ninja 300 utiliza discos de 290 mm na dianteira e 220 mm na traseira, com ABS. O sistema ajuda a evitar o travamento das rodas em frenagens compatíveis com sua atuação, especialmente quando há aplicação forte dos freios ou menor aderência.
O painel mistura grande conta-giros analógico e tela LCD com velocímetro, relógio, nível de combustível, hodômetro e dois parciais. Há ainda indicador ECO, que sinaliza condições de condução favoráveis ao consumo e pode orientar uma pilotagem mais econômica.
A Ninja 300 serve apenas para quem busca aparência esportiva?
Não. A página oficial da Kawasaki Ninja 300 associa o motor a controle em baixa velocidade, conforto rodoviário e gerenciamento de calor, características que vão além da carenagem inspirada em modelos supersport.
Dentro da família Kawasaki Ninja, os 39 cv preservam o caráter esportivo, mas banco de 785 mm, tanque de 17 litros, embreagem assistida e instrumentos de uso diário ampliam a versatilidade.
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