Dois SUVs chineses serão produzidos em Pernambuco enquanto fábrica prepara o primeiro sistema elétrico com extensor flex do mundo
Produção nacional será concentrada em Goiana, enquanto engenharia regional desenvolve um extensor de autonomia compatível com combustível flex.
Os SUVs chineses B10 e C10 terão produção local no Polo Automotivo de Goiana, em Pernambuco, enquanto a fábrica passa por expansão. Em paralelo, a Stellantis desenvolve um sistema REEV Flex que manterá tração elétrica e adotará um gerador a combustão compatível com combustível flex.
Quais SUVs chineses serão produzidos em Pernambuco?
Os modelos são o Leapmotor B10 e o Leapmotor C10. A Stellantis confirmou em abril de 2026 que ambos serão os primeiros veículos da marca chinesa produzidos no Polo Automotivo de Goiana, em Pernambuco.
O anúncio oficial da produção nacional informa que a fábrica está sendo ampliada para receber uma área destinada aos dois SUVs. A produção local integra a estratégia de expansão da Leapmotor no Brasil e na América do Sul.

O que muda com a fabricação do B10 e do C10 em Goiana?
A principal mudança é a passagem de modelos atualmente comercializados no país para uma etapa de produção nacional. Em julho de 2026, a Leapmotor voltou a confirmar que B10 e C10 serão fabricados em Goiana, embora ainda não tenha detalhado todas as versões nacionais.
O B10 é hoje a porta de entrada da marca no Brasil, inicialmente oferecido como elétrico. O C10 já é vendido em configuração elétrica e em versão REEV, na qual as rodas são movimentadas exclusivamente pelo motor elétrico.
Como funciona a tecnologia REEV usada pela Leapmotor?
REEV significa veículo elétrico de autonomia estendida. Nesse sistema, o motor elétrico é sempre responsável por movimentar as rodas, enquanto o motor a combustão trabalha como gerador para produzir eletricidade quando a bateria precisa de energia.
Essa arquitetura difere de híbridos nos quais motor elétrico e motor a combustão podem tracionar o veículo. O C10 Ultra-Híbrido já usa o princípio REEV no Brasil, porém com um gerador abastecido atualmente com gasolina.
Os pontos centrais do funcionamento são estes:
O que torna o futuro sistema REEV Flex diferente?
A novidade está no extensor de autonomia flex. A Stellantis afirma que desenvolve a primeira aplicação mundial de motorização flex em uma arquitetura REEV, trabalho conduzido pelo time regional de engenharia e pelo Stellantis Tech Center na América do Sul.
Na prática, a proposta mantém a experiência de tração elétrica e adapta o gerador a combustão à realidade brasileira dos combustíveis flex. A empresa já confirmou que a tecnologia fará parte da produção nacional da Leapmotor.
A diferença entre os conceitos pode ser organizada assim:
O REEV Flex já tem modelo e data de estreia confirmados?
A Stellantis confirmou o desenvolvimento e informou que o REEV Flex estará na produção nacional da Leapmotor. Até os comunicados oficiais consultados de 2026, porém, não foram divulgados todos os detalhes de aplicação, especificações finais ou cronograma comercial do sistema.
Por isso, não é seguro afirmar que todo B10 ou C10 produzido em Goiana utilizará a tecnologia. O material oficial sobre o funcionamento do REEV descreve o sistema atual, enquanto a variante flex segue em desenvolvimento.
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Por que o Polo Automotivo de Goiana é importante para esse projeto?
Goiana reúne produção automotiva e desenvolvimento de tecnologias eletrificadas da Stellantis. Para receber os Leapmotor B10 e C10, o complexo passa por expansão específica, criando estrutura para a primeira fabricação brasileira da marca chinesa.
Ao mesmo tempo, o desenvolvimento regional do REEV Flex aproxima a eletrificação de uma característica particular do mercado brasileiro: o uso de combustível flex. A combinação transforma Pernambuco em um ponto central tanto para a nacionalização dos SUVs quanto para a nova etapa tecnológica anunciada pela Stellantis.
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