Carros que fazem 100 km a cada 3 L são revelados pela China e mudam o jogo contra os elétricos
O sistema híbrido Blue Core da Changan promete até 2,98 L por 100 km e aposta em alta eficiência contra os elétricos
A tecnologia híbrida Blue Core Super Engine, apresentada pela chinesa Changan Automobile, busca equilibrar motor a combustão e eletrificação para reduzir o consumo em uso urbano, cenário de constantes frenagens e congestionamentos.
Segundo a montadora, o sistema pode alcançar cerca de 2,98 litros a cada 100 quilômetros, tornando-se uma solução de transição para motoristas que ainda dependem de veículos a combustão, mas desejam menor impacto ambiental e gasto com combustível, especialmente em regiões com infraestrutura de recarga limitada.
O que é a tecnologia híbrida Blue Core?
A tecnologia híbrida Blue Core representa a nova geração da família de motores Blue Core, desenvolvida pela Changan há mais de uma década. Nessa fase, o trem de força foi redesenhado para priorizar o motor elétrico em grande parte dos deslocamentos, enquanto o motor a gasolina atua como apoio em situações de maior exigência.
O objetivo é aproximar a experiência de condução de um veículo eletrificado, sem exigir a migração imediata para modelos 100% elétricos. Assim, a marca busca atender mercados em transição, oferecendo menor consumo e emissões mais controladas, mantendo a conveniência do abastecimento convencional.
Como funciona na prática a tecnologia híbrida Blue Core?
Para chegar ao sistema atual, a Changan relata um desenvolvimento de cerca de seis anos, com mais de mil engenheiros e mais de 160 melhorias técnicas em componentes mecânicos e eletrônicos. Houve foco na integração entre motor elétrico e motor a combustão, com novos algoritmos de gestão de energia e otimização da eficiência térmica.
Um destaque é a injeção de combustível de até 500 bar de pressão, que permite queima mais precisa e eficiente, reduzindo consumo e emissões. A montadora também trabalhou na diminuição de ruídos e vibrações, visando uma condução mais silenciosa e estável, alinhada às expectativas de quem busca veículos parcialmente eletrificados.

Quais testes validaram a tecnologia híbrida Blue Core?
Para validar a tecnologia híbrida Blue Core, a Changan submeteu o sistema a mais de dois milhões de quilômetros de testes em diferentes estradas, temperaturas e condições de uso. Foram avaliados cerca de 70 tipos de superfícies, desde pavimentos urbanos comuns até trajetos irregulares, medindo resistência e resposta do trem de força híbrido.
Além disso, a empresa investiu cerca de 2.000 milhões de yuans em um laboratório dedicado a tecnologias híbridas, onde simulou cenários extremos, ajustou parâmetros eletrônicos e testou o desempenho em velocidades variadas. Também utilizou rotas internacionais, como nos Alpes europeus e no sudeste asiático, para analisar comportamento em subidas, curvas e alta umidade.
Quais foram os principais tipos de testes realizados?
Os programas de validação da Changan incluíram medições detalhadas de consumo, conforto e durabilidade, cobrindo situações típicas de uso diário e condições mais severas. A seguir, alguns exemplos de testes que ajudaram a comprovar o desempenho da tecnologia híbrida Blue Core:
Simulações de trânsito intenso
Reproduzem congestionamentos e paradas frequentes para medir consumo, eficiência e resposta do veículo em ambiente urbano.
Testes de longa distância
Avaliam a resistência do trem de força ao longo de grandes percursos, identificando desgaste e comportamento mecânico contínuo.
Ensaios em condições extremas
Verificam a estabilidade do sistema em climas frios e tropicais, observando funcionamento, partida e desempenho geral.
Avaliações de ruído e vibração
Medem ruído, vibração e aspereza para aprimorar o conforto interno e entregar uma experiência de rodagem mais refinada.
Por que a Changan aposta na tecnologia híbrida Blue Core em 2026?
A aposta na tecnologia híbrida Blue Core está ligada à existência de milhões de motoristas que ainda dependem de motores a combustão e à infraestrutura de recarga limitada em muitos países. Em 2026, a Changan integra essa solução ao plano global “Vast Ocean”, que prevê ampliar presença fora da China, com meta de cerca de 750 mil veículos vendidos em mercados estrangeiros.
A marca foca regiões como Europa e sudeste asiático, incluindo produção com volante à direita na Tailândia e entrada em países como Alemanha, Noruega e Reino Unido. Em paralelo, outras montadoras chinesas, como BYD e Geely, também avançam em híbridos de baixo consumo, consolidando essas plataformas como alternativa intermediária entre carros tradicionais e elétricos puros.
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