A enorme tela domina o painel, mas é a possibilidade de fazer pequenos trajetos sem ligar o motor a gasolina que mais muda o uso diário deste SUV
Bateria maior e modo elétrico permitem resolver boa parte da rotina urbana sem depender continuamente do motor a combustão.
Uma central de 15,6 polegadas chama atenção assim que a porta se abre, mas outra característica pode alterar mais a rotina. O BYD Song Plus 2027 é híbrido plug-in e oferece até 99 km de autonomia elétrica pelo PBEV, permitindo cumprir muitos trajetos urbanos sem depender continuamente do motor a gasolina.
É realmente possível rodar sem usar o motor a gasolina?
O Song Plus permite selecionar o modo EV, no qual prioriza a propulsão elétrica enquanto houver carga suficiente e as condições do sistema permitirem. Assim, deslocamentos curtos podem ser realizados utilizando a energia armazenada na bateria.
Isso não significa que o motor a combustão jamais entrará em funcionamento. Temperatura, nível de bateria, demanda de potência e gerenciamento eletrônico podem interferir, mas a capacidade plug-in permite recarregar externamente e ampliar bastante o uso exclusivamente elétrico.

Quanto ele consegue percorrer usando apenas a bateria?
A bateria Blade de fosfato de ferro-lítio cresceu para 26,6 kWh na linha 2027. Com ela, a autonomia elétrica homologada passou para até 99 km segundo o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular.
Essa distância oficial não representa uma promessa para qualquer percurso. Velocidade, trânsito, relevo, temperatura, ar-condicionado e carga transportada alteram o resultado real, mas 99 km criam margem relevante para quem concentra a rotina em deslocamentos urbanos curtos.
Quatro números ajudam a entender a evolução do conjunto:
O que acontece quando a bateria elétrica deixa de ser suficiente?
O sistema DM-i combina o motor elétrico com um novo 1.5 turbo a gasolina. A eletrônica decide como utilizar cada fonte de energia para movimentar o veículo ou administrar a bateria conforme as condições de condução.
A potência combinada chega a 239 cv, enquanto a aceleração de 0 a 100 km/h ocorre em 8,1 segundos. A proposta não é obrigar o motorista a escolher entre elétrico e gasolina durante todo o percurso, mas gerenciar as duas formas de propulsão.
A tela de 15,6 polegadas é só um chamariz visual?
A central multimídia tem 15,6 polegadas e ocupa uma área considerável do painel. Ela reúne funções de conectividade e trabalha acompanhada por painel digital de 12,3 polegadas e câmera com visualização em 360 graus.
O Song Plus 2027 apresentado pela BYD mantém ainda head-up display, sistema de som Infinity, bancos dianteiros elétricos e ventilados e teto solar panorâmico.
Tecnologia e mecânica dividem a atenção no conjunto:
Quanto espaço existe para uma rotina familiar?
O SUV mede 4.775 mm de comprimento, 1.890 mm de largura e possui 2.765 mm de entre-eixos. O porta-malas oferece 552 litros, enquanto o tanque destinado ao motor a gasolina comporta 57 litros.
A segunda fileira permite reclinar os encostos e recebe saídas próprias do sistema de climatização. O modelo também mantém seis airbags e pacote de assistências com controle de cruzeiro adaptativo, frenagem automática de emergência e monitoramento de ponto cego.
Para quem o modo elétrico muda mais a experiência cotidiana?
Quem dispõe de recarga em casa ou no trabalho e percorre distâncias diárias abaixo da autonomia elétrica pode reduzir bastante a frequência com que utiliza gasolina. Nesse cenário, o benefício prático do plug-in aparece todos os dias, e não apenas em uma ficha técnica.
O BYD Song Plus preserva o motor a combustão para ampliar a flexibilidade em viagens, mas seus 99 km elétricos pelo PBEV são o recurso que mais diferencia a rotina de quem consegue manter a bateria carregada regularmente.
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