Só desidratou em R$ 1 bilhão, Haddad?
"Os ajustes de redação não afetam o resultado final. Mantêm a mesma ordem de grandeza de economia", garantiu o ministro da Fazenda sobre a aprovação do pacote fiscal no Congresso. Há quem calcule R$ 8 bilhões
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (ao centro na foto), disse nesta sexta-feira, 20, que seu pacote de corte de gastos só foi desidratado em pouco mais de 1 bilhão de reais ao ser aprovado pelo Congresso Nacional.
O problema é que quase ninguém acreditou na promessa de economizar 71,9 bilhões de reais entre 2025 e 2026 quando Haddad a apresentou, em 27 de novembro.
O governo Lula não detalhou os dados o bastante e analistas independentes calcularam que a economia não deve passar de 50 bilhões de reais.
Não seriam 8 bilhões de reais?
Economista da XP, Tiago Sbardelotto disse, em entrevista à CNN Brasil, que a desidratação ocorrida no Congresso foi de 8 bilhões de reais.
Segundo ele, o pacote apresentado por Haddad só conseguiria economizar 20,2 bilhões de reais ao longo de 2025 e 32,1 bilhões de reais em 2026. Após passar pelo Congresso, os valores cairiam para 17,4 bilhões de reais no próximo ano e 26,9 bilhões de reais em 2026.
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“Mesma ordem de grandeza“
“Os ajustes de redação não afetam o resultado final. Mantêm a mesma ordem de grandeza de economia”, garantiu o ministro da Fazenda durante café da manhã com jornalistas.
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Haddad disse isso após o Congresso blindar emendas obrigatórias contra bloqueios em caso de déficit do governo, afrouxar o dispositivo que pretende impedir o pagamento de supersalários, derrubar boa parte das mudanças previstas para o BPC (Benefícios de Prestação Continuada) e modular o aumento dos repasses para o Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF).
Durante o café da manhã, o ministro tentou justificar a limitação do pacote de cortes apresentado: “Mandar um pacote robusto no ano que vem daria mais incerteza. Foi melhor mandar agora do que esperar até março”.
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