Semana de ‘Super Quarta’ agita mercado financeiro
Nesta quarta-feira as decisões sobre as taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos devem movimentar o mercado financeiro
As decisões sobre as taxas de juros no Brasil pelo Copom, do Banco Central, e nos Estados Unidos, pelo FOMC, do FED, devem movimentar o mercado financeiro nesta quarta-feira, 17 de setembro.
A chamada “Super Quarta” é aguardada com atenção por analistas e investidores, que buscam sinais sobre o rumo da política monetária em meio a indicadores econômicos recentes.
Começando pelo Brasil, o consenso aponta para a manutenção da taxa Selic em 15% ao ano. Projeções do Boletim Focus do Banco Central indicam estabilidade para 2025, com uma leve redução para 12,38% em 2026.
O Copom, que pausou o ciclo de altas em julho, deve adotar um tom mais neutro no comunicado, sinalizando possíveis cortes futuros caso a inflação permaneça controlada.
O IPCA projetado para 2025 caiu de 4,85% para 4,83%, e o dólar recuou para 5,50 reais no fim do ano. Só que o crescimento do PIB (2,1% esperado) e incertezas fiscais mantêm o BC atento.
Para o mercado de renda fixa, isso implica yields (o rendimento dos dividendos de uma ação) estáveis, com oportunidades em títulos prefixados se os cortes se concretizarem ao longo de 2026.
O anúncio sobre nossa taxa Selic, pelo Copom, deve sair após as 18h, quando as atividades da Bolsa já estiverem encerradas.
Sobre o cenário nos Estados Unidos, o Fed deve iniciar um ciclo de cortes, com grandes chances de uma redução de 25 pontos-base, ajustando a taxa dos Fed Funds para 4,25%-4,50%.
Alguns analistas consideram um corte de 50 pontos-base, mas a inflação persistente (2,9%) e um mercado de trabalho em desaceleração não favorecem esse cenário.
A decisão americana pode impulsionar bolsas globais, com o S&P 500 projetado para 6,650 até o fim do ano, além de fortalecer moedas emergentes como o real, que abriu em queda hoje.
A decisão do FED deve ser conhecida lá pelas 15h pelo horário de Brasília, seguida por uma fala de seu presidente Jerome Powell.
A “Super Quarta” pode marcar um ponto de inflexão: estabilidade no Brasil para ancorar expectativas e um Fed cortando juros pode estimular mercados globais.
Mais do que as decisões em si, que já são largamente antecipadas pelo mercado, vale ficar de olho nas manifestações do BC e do FED, que podem sinalizar os próximos movimentos.
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