São Paulo instala hub de negócios no maior evento tech do mundo
Estado monta hub de negócios em Austin para conectar empresas paulistas a investidores internacionais durante o SXSW
O governo de São Paulo inaugurou nesta sexta-feira, 13, a SP House, espaço dedicado a negócios e tecnologia instalado em Austin, no Texas, durante o South by Southwest (SXSW). O evento, que reúne empreendedores, investidores e pesquisadores do mundo inteiro, segue até segunda-feira, 16, e funciona como plataforma para empresas paulistas buscarem parcerias e capital no mercado internacional.
A SP House ocupa uma área de 2,2 mil metros quadrados, quase o dobro do espaço utilizado na edição anterior, com capacidade para receber até 600 pessoas ao mesmo tempo. A programação prevê cerca de 60 horas de conteúdo distribuídas em dois palcos, além de encontros institucionais, apresentações corporativas e rodadas de negócios.
Negócios em expansão
A participação paulista no SXSW chega à terceira edição com resultados crescentes. No primeiro ano, as empresas apoiadas pelo programa geraram R$ 100 milhões em negócios. Em 2025, o volume subiu para R$ 172 milhões.
A diretora de Relações Internacionais e Comércio Exterior da InvestSP, Julia Saluh, afirmou que a expectativa para 2026 é superar esse número.
“Nós geramos oportunidades para empresas do nosso estado da indústria criativa e do turismo e para as startups de base tecnológica. São rodadas de negócios com investidores para que elas possam ter o máximo de conversas possíveis”, disse Saluh.
A iniciativa envolve a Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e a InvestSP. O setor criativo paulista responde por cerca de 3% do PIB brasileiro e é tratado pelo governo estadual como vetor de atração de investimentos externos.
Desde 2022, o programa CreativeSP, criado pela Secretaria da Cultura do Estado, inseriu 359 empresas e profissionais em 39 projetos voltados à internacionalização. O conjunto de ações acumula R$ 2 bilhões em expectativa de negócios gerados e potencial de criação de 27 mil postos de trabalho.
Programação e debates
O tema da SP House em 2026, “We are borderless”, orienta a grade de painéis em torno da circulação de ideias, talentos e oportunidades num cenário de conexões globais. Na abertura, um debate sobre diversidade no desenvolvimento tecnológico contou com a presença da procuradora-geral do Estado, Inês Coimbra.
Também estão na programação discussões sobre tecnologia na medicina, com representantes do Instituto Butantan e do Hospital Israelita Albert Einstein, e um painel sobre inovações voltadas à resiliência climática, com integrantes da Defesa Civil estadual.
Para domingo, 15, estão agendados dois painéis aguardados pelo público: uma apresentação da futurista Amy Webb, CEO do Future Today Strategy Group, e o debate “All Stars SXSW 2026: o que permanece depois que o futuro passa”, que reúne o futurista Neil Redding, a executiva de tecnologia Sandy Carter, o pesquisador Kasley Killam e o futurista Ian Beacraft, com mediação da consultora Simone Kliass.
O artista paulistano Tico Canato, presente pelo terceiro ano consecutivo nas ativações da SP House com trabalhos de grafite, vê no evento uma via de acesso ao mercado externo. “Tenho trabalho de internacionalização da minha arte, mas aqui, em Austin, essa inserção é mais genuína. Por toda a discussão que está acontecendo sobre arte e tecnologia, os estrangeiros estão mais abertos ao nosso trabalho. Para mim, é um network incrível que abre muitas portas”, disse o artista.
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