Roberto Ellery na Crusoé: Falta um Dunga na seleção e na equipe econômica
Não se viu até agora um ministro, ou ao menos um secretário, 'saindo no grito' contra a gastança do governo Lula
Corre, Robertão! Qualquer que fosse o esporte que eu inventasse de jogar, invariavelmente ouvia essa frase. O “Robertão”, naturalmente, era substituído por outros termos menos publicáveis, a depender da situação do jogo, mas a mensagem era a mesma.
Mais do que minhas limitações de coordenação motora ou de velocidade, a bronca era motivada pelo meu desinteresse pelo jogo. Nunca tive espírito de competição típico de um bom atleta. Era do tipo que olhava para o cronômetro mais preocupado com o churrasco ao final do embate do que com o placar.
Lembrei-me disso ao assistir à estreia do Brasil na Copa. Mais do que a ausência de um meio-campo habilidoso, de um goleador implacável ou de um xerife na zaga, senti falta do jogador que grita com os colegas. Quem é o Dunga dessa seleção?
Quem levantou os braços e gritou desesperadamente com os defensores quando o Brasil tomou o gol? Quem cobrou o atacante que perdeu chances claríssimas? Quem partiu para cima do companheiro que errou o passe e deu a bola de presente para o adversário?
Se alguém fez isso, confesso que não vi.
Passividade
A essa altura, o leitor deve estar pensando que seguiu o link errado. Por que um colunista de economia estaria falando de esportes e da Seleção? Primeiro, porque ninguém é de ferro e, em época de Copa, todos respiramos futebol. Mas o verdadeiro motivo é que a passividade da seleção me remeteu à passividade da equipe econômica do terceiro governo Lula.
Podem recorrer ao Google: não faltam declarações de ministros da área econômica reconhecendo a necessidade de controlar o gasto público. Haddad, Tebet e até Alckmin…
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Comentários (1)
Marian
21.06.2026 16:28O PIX está implantado no Brasil desde novembro de 2020, aliás, obrigada Bolsonaro.