Petrobras prega cautela sobre efeitos da guerra entre Israel e Irã
"O que temos para dizer é que não fazemos nenhum movimento abrupto", afirmou Magda Chambriand
Em meio à guerra entre Israel e Irã, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta quarta-feira, 18, que o efeito sobre o aumento das cotações do barril de petróleo ainda é recente para cogitar alteração nos preços dos combustíveis vendidos pela estatal.
“O cenário tem cinco dias, é bem recente. O que temos para dizer é que não fazemos nenhum movimento abrupto. Todos os movimentos, de aumento ou redução, são sempre delicados”, afirmou Magda.
Em encontro com jornalistas, Magda comentou que os níveis atuais da cotação do barril de petróleo estão cerca de US$ 20 abaixo do mesmo período no primeiro trimestre de 2024.
O Irã é um dos maiores produtos da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e exporta diariamente milhões de barris.
Na terça, 17, os preços do petróleo Brent fecharam a US$ 76,45 por barril, com alta de US$3,22, ou 4,4%.
O petróleo West Texas Intermediate dos Estados Unidos terminou o dia a US$74,84 por barril, com alta de US$3,07, ou 4,28%.
Problema
Cerca de 20% de todo o petróleo mundial passa pelo Estreito de Ormuz, entre o Irã e Omã.
O regime de Teerã tem ameaçado fechar a passagem como retaliação aos ataques israelenses contra alvos militares e nucleares iranianos.
Eventual bloqueio, então, poderia gerar uma alta especulativa imediata no preço do combustível.
Além disso, com menos petróleo disponível, o preço global subiria.