Os itens que o governo Lula tenta poupar do ‘tarifaço’
Tarifas americanas de 50% sobre produtos brasileiros entram em vigor na sexta-feira, 1º de agosto
O governo Lula (PT) negocia a exclusão de alguns itens do ‘tarifaço’ americano de 50% sobre produtos brasileiros, que entra em vigor na sexta-feira, 1º de agosto.
Segundo a Folha de S.Paulo, o Palácio do Planalto tenta poupar alimentos e aviões da Embraer da lista de produtos sobretaxados pelo governo Trump.
Como maior produtor e exportador de suco de laranja do planeta, o país envia 42% do volume de suco exportado para os Estados Unidos.
O Brasil também é o principal fornecedor de café para o mercado americano.
Dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) mostram que os EUA compraram 2,87 milhões de sacas do grão entre janeiro e maio de 2025. A quantidade equivale a 17,1% do volume exportado.
Para excluir os aviões da Embraer da lista de produtos sobretaxados, o governo alega que a fabricante brasileira importa peças dos EUA.
Plano de proteção às empresas exportadoras
A equipe técnica do Ministério da Fazenda concluiu na semana passada um plano de proteção às empresas exportadoras.
Na segunda, 28, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi ao Palácio do Planalto, onde se reuniu com Lula e Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, que tem chefiado as negociações com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick.
Haddad disse ter levado a Lula “todas as possibilidades que estão à disposição do Brasil e dele à frente da Presidência da República”.
O foco, no entanto, é negociar.
“Tem havido conversas. Então, aquilo que foi dito semana passada, [semana] retrasada, de que o Brasil não vai deixar a mesa de negociação em nenhum momento, está valendo e vai continuar valendo”, disse o ministro da Fazenda.
Falta o aval de Lula
O plano de proteção das empresas aguarda o aval do presidente Lula.
Segundo o ministro, Lula não tomará nenhuma decisão antes de conhecer o ato executivo dos EUA.
“Não sabemos nem a decisão que vai ser tomada. Possivelmente, a gente espera que não seja unilateral no dia 1º. Então, nós vamos insistir de que a medida não seja unilateral por parte dos Estados Unidos”, afirmou.
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