Motorista precisa fazer uma viagem noturna, percebe que uma das lanternas traseiras não funciona e descobre que adiar a manutenção pode trazer riscos e problemas, mesmo com os faróis dianteiros funcionando
Entenda quando o defeito gera multa de R$ 130,16 e como verificar as luzes do carro
Um motorista se prepara para fazer uma viagem noturna e percebe que uma das lanternas traseiras do carro deixou de funcionar. Como os faróis dianteiros continuam acendendo normalmente, considera adiar o conserto para depois da viagem.
Entretanto, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabelece regras para o funcionamento do sistema de iluminação e sinalização dos veículos. Uma lâmpada queimada pode resultar em multa, pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e dificuldades para outros condutores identificarem o automóvel durante a noite.
Por que uma lanterna traseira apagada representa risco durante a noite?
As lanternas traseiras ajudam os demais motoristas a reconhecer a presença e a posição de um veículo, principalmente em rodovias com pouca iluminação. Quando uma delas não funciona, a percepção da largura do automóvel pode ficar prejudicada. O problema se torna mais preocupante em trechos com chuva, neblina ou baixa visibilidade, situações nas quais a sinalização luminosa desempenha papel importante na segurança viária.
É importante distinguir as lanternas de posição das luzes de freio e dos indicadores de direção. Cada dispositivo possui uma função específica, embora todos façam parte do sistema de iluminação e sinalização. O funcionamento dos faróis dianteiros não compensa uma lanterna traseira defeituosa, pois os veículos que seguem atrás dependem da sinalização localizada na parte posterior do carro.
Qual é a multa por circular com uma lanterna traseira queimada?
O artigo 230, inciso XXII, do Código de Trânsito Brasileiro determina que conduzir veículo com defeito no sistema de iluminação, de sinalização ou com lâmpadas queimadas constitui infração de natureza média. O Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito, aprovado pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), apresenta o enquadramento 676-90 para essa irregularidade.
As consequências previstas para a infração incluem:
Penalidades da infração média
Valores, pontuação e condições de fiscalização.
Responsabilidade do proprietário
Indicação prevista na ficha de fiscalização correspondente.
Constatação sem abordagem
A irregularidade pode ser registrada mesmo sem a parada do veículo.
Ausência de medida administrativa específica
A ficha de enquadramento 676-90 não prevê retenção ou remoção como medida administrativa.
O motorista pode ser autuado mesmo com os faróis funcionando?
Sim. A legislação considera o funcionamento do conjunto de iluminação e sinalização, não apenas dos faróis utilizados para iluminar a pista. Uma lâmpada traseira queimada pode caracterizar a infração mesmo quando os demais dispositivos continuam funcionando. O enquadramento também pode alcançar defeitos em outros componentes luminosos, conforme as condições identificadas pela fiscalização.
Não é necessário que todas as lanternas estejam apagadas para existir irregularidade. A constatação de uma única lâmpada queimada pode justificar a autuação prevista no artigo 230, inciso XXII. A situação deve ser diferenciada de outras infrações, como deixar de utilizar determinada iluminação obrigatória, que podem possuir enquadramentos específicos no CTB.
Como verificar o sistema de iluminação antes de uma viagem noturna?
Uma inspeção simples antes de sair de casa ajuda a identificar falhas que podem passar despercebidas durante a condução. O motorista pode estacionar em local seguro e pedir ajuda a outra pessoa para conferir o funcionamento das luzes. Também é importante observar se existem diferenças de intensidade, sinais de infiltração ou danos nas lentes das lanternas.
Os principais componentes que merecem verificação são:
- Faróis baixos e altos, conforme os comandos disponíveis no veículo;
- Lanternas dianteiras e traseiras de posição;
- Luzes de freio, incluindo a terceira luz quando existente;
- Indicadores de direção dianteiros e traseiros;
- Luzes de ré e iluminação da placa traseira;
- Pisca-alerta e demais dispositivos luminosos instalados originalmente.

O que pode fazer uma lanterna parar de funcionar?
Uma lâmpada queimada é uma das causas mais comuns, mas não é a única possibilidade. Problemas no soquete, oxidação dos contatos, infiltração de água e falhas na fiação elétrica também podem interromper o funcionamento. Em veículos equipados com lanternas de LED integradas, o reparo pode envolver componentes eletrônicos ou a substituição de partes do conjunto óptico.
A manutenção precisa considerar as especificações do fabricante e os dispositivos permitidos para o modelo. Instalar lâmpadas incompatíveis ou modificar as características originais do sistema pode provocar novos problemas elétricos e irregularidades na sinalização. Quando a falha permanece mesmo após a substituição da lâmpada, uma avaliação profissional ajuda a localizar o defeito sem comprometer os circuitos do automóvel.
Por que a manutenção das lanternas deve acontecer antes de pegar a estrada?
Durante uma viagem noturna, o motorista depende tanto da própria visibilidade quanto da capacidade dos outros condutores de reconhecerem seu veículo. Em rodovias sem iluminação pública, as lanternas traseiras ajudam a indicar a presença do automóvel e sua posição na faixa de circulação. Adiar um reparo conhecido significa continuar trafegando com parte dessa sinalização comprometida, aumentando as dificuldades de percepção para quem vem atrás.
No caso do motorista que identificou uma lanterna apagada antes da viagem, a providência mais segura é corrigir o defeito antes de partir. A revisão deve confirmar o funcionamento das luzes de posição, de freio e dos indicadores de direção, respeitando as características originais do veículo. Manter o sistema de iluminação em condições adequadas atende às exigências do Código de Trânsito Brasileiro e reduz os riscos associados à circulação em estradas escuras ou com visibilidade limitada.
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