Motorista coloca cachorro pequeno no colo para levá-lo ao veterinário, recebe multa e diz que o animal estava preso pela guia e não atrapalhava a direção
Saiba por que transportar o cachorro no colo continua sendo infração e conheça formas mais seguras de levar o animal no carro
Levar um cachorro pequeno no colo pode parecer uma solução rápida para chegar ao veterinário, mas a justificativa não afasta a irregularidade. Mesmo preso pela guia e aparentemente quieto, o animal permanece entre os braços ou as pernas de quem controla o veículo.
Por que o cachorro no colo pode gerar autuação?
O art. 252 do Código de Trânsito Brasileiro proíbe dirigir transportando pessoas, animais ou objetos à esquerda do motorista ou entre seus braços e pernas. A conduta é classificada como infração média, com multa de R$ 130,16 e quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação.
A fiscalização considera a posição ocupada pelo cachorro durante a condução. Por isso, alegar que o animal era pequeno, estava calmo ou não atrapalhava os movimentos não elimina o enquadramento previsto para esse tipo de transporte.
A guia presa torna o transporte permitido?
A guia comum não transforma o colo em um local seguro. Dependendo de onde estiver fixada, ela ainda pode permitir que o cachorro se movimente, alcance o volante, encoste no câmbio ou reaja de maneira inesperada a buzinas, freadas e motocicletas próximas.
Além disso, prender o animal apenas pela coleira pode causar lesões no pescoço durante uma colisão ou parada brusca. O dispositivo escolhido precisa limitar o deslocamento sem concentrar toda a força em uma região sensível do corpo.

Ir ao veterinário muda a aplicação da regra?
A necessidade de levar o cachorro ao veterinário não cria uma autorização para conduzir com o animal no colo. Consultas, vacinas e atendimentos programados devem ser realizados com o pet acomodado antes de o veículo começar a circular.
Até em uma situação urgente, o motorista precisa preservar o controle da direção. Algumas providências ajudam a organizar o deslocamento com mais segurança:
- pedir que outra pessoa acompanhe e observe o animal;
- acomodar o cachorro no banco traseiro;
- usar um equipamento compatível com seu tamanho e peso;
- parar em local seguro caso o pet fique agitado;
- evitar segurar a guia enquanto dirige.
Como transportar um cachorro pequeno dentro do carro?
O banco traseiro é o local mais indicado para manter o animal afastado dos pedais, do volante e dos comandos do veículo. A contenção também reduz o risco de o cachorro ser lançado contra o painel ou para fora do automóvel em caso de acidente.
Entre as opções que podem ser escolhidas conforme o porte e o comportamento do pet estão:
Opções para transportar animais com segurança no veículo
- 1Caixa de transporte firme e devidamente presa.
- 2Cadeirinha própria para animais pequenos.
- 3Peitoral conectado a um adaptador para o cinto.
- 4Grade divisória adequada para veículos maiores.
- 5Bolsa de transporte estruturada e fixada com segurança.
O peitoral costuma distribuir melhor a força do que uma coleira presa ao pescoço. Já a caixa precisa ter tamanho suficiente para permitir que o cachorro se acomode, sem ficar solta sobre o banco ou no assoalho.
Quais riscos existem além da multa?
Um cachorro tranquilo pode se assustar em poucos segundos e interferir na direção. Uma freada, um som forte ou a aproximação de outro animal pode fazê-lo pular, bloquear a visão ou provocar um movimento involuntário do motorista.
Em uma colisão, o colo também não oferece proteção. O impacto pode prensar o pet contra o volante, o painel ou o próprio corpo do condutor. Transportá-lo contido no banco traseiro protege quem dirige, os passageiros e o animal, inclusive nos trajetos curtos até a clínica veterinária.
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