Michelle nega apoio a Ciro Gomes no Ceará
Ex-primeira-dama rejeita apoiar candidato do PSDB ao governo cearense mesmo com saída de aliado da disputa estadual
A saída do senador Eduardo Girão (Novo) da corrida ao governo do Ceará não muda a posição de Michelle Bolsonaro (PL) em relação ao estado: ela segue descartando qualquer apoio a Ciro Gomes (PSDB).
Girão, até então o nome preferido da ex-primeira-dama na disputa estadual, passou a integrar a chapa presidencial como vice de Romeu Zema (Novo).
De acordo com informações da coluna Painel, na Folha, Michelle já teria deixado claro, em diversas ocasiões, que não daria sustentação à candidatura de Ciro.
Origem da desavença
O apoio articulado pelo PL à candidatura de Ciro Gomes foi o estopim de uma disputa pública entre Michelle e o senador Flávio Bolsonaro. A aliança teria sido resultado de um acordo partidário que garantiu vaga ao Senado ao pai do deputado André Fernandes.
Em evento no Ceará no ano passado, Michelle afirmou que integrantes do PL agiram de forma precipitada ao anunciar a aliança com Ciro. Na ocasião, reuniu-se com dirigentes do partido, e uma nota divulgada posteriormente informou que seria buscada “uma alternativa viável, que respeito os valores e princípios ligados à direita conservadora”.
Crítica reforçada em vídeo
Neste ano, em vídeo que tornou pública a crise com o enteado, Michelle voltou a criticar a aliança cearense. “Tenho direito de achar errado uma aliança com quem sempre se declarou inimigo do pai deles. Direito de ser coerente com valores que acredito. Não vou trocar valores por pragmatismo político oportunista”, declarou.
No fim de julho, a ex-primeira-dama também reagiu a declarações de Ciro Gomes sobre uma possível adesão à candidatura presidencial de Ronaldo Caiado. “Eu alertei que esse senhor, cujo partido contribuiu para deixar o meu marido inelegível, não daria o seu apoio. Ainda assim, queria os votos dos bolsonaristas. Infelizmente, a direita do Ceará está vendida”, disse.
Apesar de ter aceitado um pedido de desculpas de Flávio Bolsonaro, Michelle não sinalizou concordância com os acordos estaduais fechados pelo PL, mantendo distância da aliança no Ceará.
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