Mercado dá voto de confiança a Galípolo
Pesquisa Genial/Quaest aponta que 45% dos agentes financeiros do país avaliam a atuação do presidente do BC como positiva
Pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 19, aponta que os agentes financeiros do país deram um voto de confiança ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Questionados sobre como avaliam o chefe da autoridade monetária do país, 45% dos entrevistados afirmaram que a atuação de Galípolo à frente do BC é positiva; 41%, regular; e 8%, negativa. Outros 6% não souberam responder.

Contudo, como alertou o diretor da Quaest, Felipe Nunes, no X, “esse voto de confiança está sob avaliação”.
Isso porque 58% dos analistas financeiros consultados acham que ainda é cedo pra avaliar se Galípolo está tomando decisões mais técnicas ou políticas.
Para 38% dos entrevistados, o presidente do BC indicado por Lula (PT) está tomando decisões técnicas, enquanto 5% acreditam que elas são políticas.

A Quaest ouviu 106 fundos de investimentos com sede em São Paulo e no Rio de Janeiro, por meio de questionários online, entre 12 e 17 de março.
A margem de erro é de 3,4 pontos percentuais para mais ou para menos.
Dia de Copom
A pesquisa foi publicada horas antes do Comitê de Política Monetária do Banco Central, chefiado por Galípolo, decidir sobre a taxa básica de juros.
A expectativa do mercado é que o colegiado adote o que havia sinalizado e aumente a Selic em um ponto percentual para 14,25%.
Para 87% dos analistas consultados pela Quaest, a previsão irá se confirmar.
E agora, Galípolo?
Galípolo e os demais integrantes do Copom chegam à reunião pressionados pelo forte avanço da inflação, que acelerou 1,31% em fevereiro.
Na última ata, o Copom afirmou que “a desancoragem das expectativas de inflação é um fator de desconforto comum a todos os membros do Comitê e deve ser combatida”.
“Foi destacado, na análise de curto prazo, que, em se concretizando as projeções do cenário de referência, a inflação acumulada em doze meses permanecerá acima do limite superior do intervalo de tolerância da meta nos próximos seis meses consecutivos”, avaliou.
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