Justiça dos EUA aprova plano de recuperação da Azul
Depois de Latam e Gol, a Azul foi a última entre as principais companhias aéreas brasileiras a recorrer ao mecanismo
A Azul Linhas Aéreas informou nesta sexta-feira, 12, que a Justiça dos Estados Unidos aprovou o plano de recuperação judicial da companhia, em audiência realizada no âmbito do Chapter 11. Segundo a empresa, o plano recebeu mais de 90% de aprovação em todas as classes de credores elegíveis.
A aprovação abre caminho para a conclusão do processo no início de 2026, após a execução das etapas previstas no plano.
A reestruturação inclui a redução de mais de US$ 3 bilhões em dívidas, obrigações com arrendamentos, juros anuais e custos recorrentes ligados à frota.
“Temos convicção de que concluiremos nossa transformação com uma frota e malha otimizadas, e com a solidez financeira para executar de maneira completa nosso plano de negócios, capturando as significativas oportunidades à frente”, afirmou, em nota, o CEO da Azul, John Rodgerson.
Reestruturação
A companhia também prevê uma Oferta de Direitos de Ações de até US$ 950 milhões e informou que o plano incorpora acordos comerciais e alterações em contratos de arrendamento de aeronaves.
De acordo com a empresa, o conjunto de medidas amplia a flexibilidade financeira no longo prazo e sustenta a estratégia de crescimento após a saída do processo.
Durante o Chapter 11, a Azul afirmou que mantém suas operações normalmente.
“A Companhia mantém seu compromisso de oferecer um serviço de confiança em toda sua rede de mais de 130 destinos atendidos e de contribuir para o crescimento econômico do Brasil”, informou em comunicado.
A empresa entrou com o pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos em 28 de maio deste ano, com o objetivo de reorganizar seu balanço.
Depois de Latam e Gol, a Azul foi a última entre as principais companhias aéreas brasileiras a recorrer ao mecanismo.
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