Azul entra com pedido de recuperação judicial nos EUA
CEO atribui crise financeira à pandemia de Covid, à instabilidade macroeconômica e a falhas na cadeia de suprimentos do setor aéreo
A Azul Linhas Aéreas entrou nesta quarta-feira, 28, com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos por meio do chamado Chapter 11. A medida tem como objetivo reestruturar as finanças da companhia, que acumula mais de US$ 2 bilhões em dívidas.
O CEO da Azul, John Rodgerson, atribuiu a crise financeira à pandemia de Covid, à instabilidade macroeconômica e a falhas na cadeia de suprimentos do setor aéreo.
“A Azul continua a voar — hoje, amanhã e no futuro. Esses acordos marcam um passo significativo na transformação do nosso negócio”, disse.
A reestruturação financeira prevê US$ 1,6 bilhão em financiamento, por meio de um empréstimo DIP (Debtor-in-Possession), e até US$ 950 milhões em novos aportes de capital na saída do processo.
Parte desses recursos virá de uma futura oferta de ações de até US$ 650 milhões. O pacote também prevê possível investimento adicional de até US$ 300 milhões por parte das americanas United Airlines e American Airlines, sujeitas a condições.
A companhia disse contar com o apoio dos principais credores e parceiros estratégicos, incluindo as duas aéreas americanas e a AerCap, sua maior arrendadora de aviões.
Até então, a Azul era a única companhia aérea brasileira em operação que ainda não havia recorrido à recuperação judicial. A Gol entrou com pedido em janeiro. A Latam também utilizou o chamado Chapter 11 durante a pandemia.
Segundo a empresa, as operações seguem normalmente durante o processo, incluindo voos, vendas de passagens, programa de fidelidade e comissões para agentes de viagem. A Azul afirmou ainda que continuará pagando salários, benefícios e cumprindo prazos logísticos no transporte de cargas.
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