Governo libera R$ 4 bi a bancos para baratear crédito
Recursos com juros de 1,25% ao ano vão financiar programas Desenrola Adimplentes e Fies Empreendedor
O governo Lula aprovou nesta sexta-feira, 3, a liberação de R$ 4 bilhões em crédito aos bancos, com taxa de 1,25% ao ano, para ampliar recursos destinados a dois programas de crédito: o Desenrola Adimplentes e o Fies Empreendedor.
A medida foi definida pelo colegiado do Conselho Monetário Nacional (CMN), presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e integrado pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento, Bruno Moretti.
Diferença de juros deve custar até R$ 500 milhões
A taxa oferecida às instituições financeiras fica bem abaixo do Certificado de Depósito Interbancário, hoje em 14,25%, referência usual de captação dos bancos. O objetivo é que essa distância entre as taxas funcione como estímulo à adesão das instituições ao programa, voltado a reduzir o custo das dívidas de quem mantém os pagamentos em dia.
Como o dinheiro sairá da Conta Única do Tesouro, remunerada pela Selic, essa diferença deve gerar um custo de até R$ 500 milhões à dívida pública, caso todo o montante seja utilizado, segundo apurou o Estadão junto a integrantes da equipe econômica.
Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil atuarão como operadores das duas linhas. Cada instituição arcará com 30% dos recursos usando capital próprio, remunerado pela Selic, enquanto os 70% restantes virão do funding federal, a 1,25% ao ano. As duas instituições, por sua vez, devolverão ao governo 1% ao ano, retendo 0,25 ponto percentual como remuneração por operar os programas.
Desenrola mira informais; Fies financia empreendedorismo
O Desenrola Adimplentes receberá R$ 3 bilhões dos recursos e deve atingir até 500 mil pessoas, segundo estimativa do Ministério da Fazenda. A proposta é permitir que trabalhadores informais adimplentes, mas sujeitos a taxas elevadas, migrem para linhas de crédito com juros de até 1,99% ao mês.
O secretário de Reformas Econômicas da Fazenda, Regis Dudena, explicou por que as instituições aceitariam reduzir sua rentabilidade: “A gente entende que ele poder correr o risco de perder o cliente via portabilidade. E também que é uma oportunidade de ele estreitar relações com esse mesmo clientes”.
Quem entrar no programa terá o CPF impedido de acessar plataformas de apostas esportivas legalizadas por seis meses — prazo menor que o período de um ano aplicado na primeira edição do Desenrola, que atendeu inadimplentes e somou mais de 7 milhões de participantes. Trabalhadores formais com crédito consignado também poderão recorrer a recursos do FGTS dentro do programa, com teto de juros de 1,99%.
Já o Fies Empreendedor contará com R$ 1 bilhão e será direcionado a ex-estudantes do Fies interessados em abrir negócio próprio após concluir o ensino superior. As taxas máximas serão de 11% ao ano, equivalentes a 0,87% ao mês.
Pessoas físicas terão até 60 meses para quitar o financiamento, com carência de até seis meses; pessoas jurídicas, prazo de até 96 meses e carência de até 12 meses, sem capitalização de juros durante esse período.
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Comentários (1)
Adianta? Os Bancos vão continuar lucrando com o suor dos brasileiros! Não são Bancos! São agiotas!